Magistrados venezuelanos buscam proteção na embaixada do Chile

Dois venezuelanos nomeados pelo Parlamento, de maioria opositora, como magistrados do Tribunal Supremo de Justiça entraram na Embaixada do Chile em Caracas "em busca de proteção"; segundo o governo chileno, ambos receberão asilo caso solicitem; venezuelanos  foram designados pela Assembleia Nacional da Venezuela (AN, Parlamento) como magistrados, mas o governo não reconheceu as nomeações e disse que eles estavam incorrendo em "crimes de traição à pátria"e pediu "medidas de coerção" contra todos os que participaram dos supostos delitos

Deputados da Assembleia Nacional da Venezuela durante sessão em Caracas 18/07/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Deputados da Assembleia Nacional da Venezuela durante sessão em Caracas 18/07/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Paulo Emílio)
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Agência Brasil - Dois venezuelanos nomeados pelo Parlamento, de maioria opositora, como magistrados do Tribunal Supremo de Justiça entraram ontem (1º) na Embaixada do Chile em Caracas "em busca de proteção", A informação é do governo do Chile, acrescentando que ambos receberão asilo caso solicitem.

"Nesta tarde ingressaram dois novos hóspedes à residência do Chile em Caracas em busca de proteção: Beatriz Ruiz e José Fernando Nuñez", disse o ministro de Relações Exteriores chileno, Heraldo Muñoz, pelo Twitter.

Em comunicado, a chancelaria chilena detalhou que se trata de dois venezuelanos que foram designados pela Assembleia Nacional da Venezuela (AN, Parlamento) como magistrados e "ingressaram à residência do embaixador do Chile, em Caracas, em busca de proteção". De acordo com o informativo, "a ambos foi concedida a condição de hóspedes".

"Ruiz Marín e Núñez Sifontes solicitaram a proteção do Chile com base em circunstâncias políticas conhecidas. O nosso país atuará nesta matéria de acordo com os princípios jurídicos e humanitários que inspiram a sua política exterior", acrescentou o texto do Ministério das Relações Exteriores chileno.

Supostas irregularidades

No dia 21 de julho, a oposição venezuelana aprovou as designações de novos magistrados semanas depois que a procuradora-geral, Luisa Ortega, impugnou sem sucesso as nomeações de 33 juízes - que agora ocupam as poltronas do Supremo - por supostas irregularidades no processo de eleição.

Estes juízes em exercício foram designados pelo Parlamento, quando este era de maioria chavista, em um processo-relâmpago concluído em poucos dias, logo após a vitória opositora nas eleições legislativas de 2015.

Após a eleição dos novos 33 juízes, o Supremo advertiu que os recém-nomeados estavam incorrendo em "crimes de traição à pátria" contemplados pela justiça militar e pediu "medidas de coerção" contra todos os que participaram dos supostos delitos.

No último sábado, a também magistrada venezuelana Elenis del Valle Rodríguez se refugiou na residência do embaixador chileno, onde foi acolhido em abril Roberto Enríquez, dirigente nacional do partido social-cristão da Venezuela Copei.

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