Mangabeira Unger: é absurdo ver vitória de Trump como retrocesso

Mangabeira Unger, professor da Universidade Harvard e ministro dos governos Lula e Dilma, afirmou que os brasileiros não têm por que achar a eleição de Donald Trump "incompreensível" - e considerá-la um retrocesso é "absurdo"; em entrevista, Unger considerou que a surpresa brasileira é injustificada, pois o país vive um vazio na política semelhante ao dos Estados Unidos, tendo igualmente uma maioria trabalhadora abandonada pela esquerda

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, participa na Comissão de Educação de debate sobre o tema Pátria Educadora (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, participa na Comissão de Educação de debate sobre o tema Pátria Educadora (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Mangabeira Unger, professor da Universidade Harvard e ministro dos governos Lula e Dilma, afirmou que os brasileiros não têm por que achar a eleição de Donald Trump "incompreensível" - e considerá-la um retrocesso é "absurdo". Em entrevista à BBC Brasil, Unger,  disse que a surpresa brasileira é injustificada, pois o país vive um vazio na política semelhante ao dos Estados Unidos. Além disso, também teríamos uma maioria trabalhadora abandonada pela esquerda.

"O Brasil é o país do mundo mais parecido com os Estados Unidos. A tragédia dos dois é negar instrumentos e oportunidades à maioria, que é cheia de energia, mas sem condições de transformá-la em ação fecunda."

Unger, que deu aula para o atual presidente americano, Barack Obama, não faz previsões sobre o surgimento de um "aventureiro" como Donald Trump nas eleições de 2018 no Brasil. O ex-ministro apoia uma possível candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) que, espera, seja um outro tipo de outsider - um rebelde contrário à linha dominante, que traga um novo rumo para o país.

"Para Unger, após a derrocada do nacional-consumismo dos governos petistas, o Brasil vive sem um projeto nacional. O modelo ideal, diz, seria "produtivismo includente", que incentive e qualifique a produção, gerando igualdade a partir do trabalho."

A íntegra da entrevista está disponível no site da BBC Brasil

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