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Médicos concluem que Fujimori pode cumprir pena

A Junta Médica Penitenciária do Peru concluiu que o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), de 74 anos, não apresenta evidência de câncer; os peritos fizeram o exame a pedido da família e de correligionários, que reivindicam para o ex-presidente o cumprimento de pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade em regime domiciliar; a imagem acima foi divulgada pela família de Fujimori no ano passado

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Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – A Junta Médica Penitenciária do Peru concluiu que o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), de 74 anos, não apresenta evidência de câncer. Os peritos fizeram o exame a pedido da família e de correligionários, que reivindicam para o ex-presidente o cumprimento de pena domiciliar. Fujimori cumpre pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade.

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O relatório da comissão, divulgado ontem (24) em Lima, capital peruana, será apresentado ao presidente do Peru, Ollanta Humala, que tem a palavra final sobre a concessão do indulto humanitário – que permitiria a Fujimori cumprir pena domiciliar. Para a família e correligionários do ex-presidente, a manutenção na prisão pode piorar seu estado de saúde. O pedido de indulto foi encaminhado ao governo peruano há cinco meses.

Uma junta de 12 médicos examinou o ex-presidente. No relatório, informam que Fujimori teve câncer de língua, mas não há evidências atuais da doença. Além disso, ele apresentaria hipertensão controlada, doença vascular periférica, gastrite crônica, cisto no pâncreas, hérnia e problemas na coluna. Os peritos disseram ainda que o ex-presidente sofre de depressão. No grupo, havia cinco psiquiatras.

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Os parentes e correligionários de Fujimori alegaram que ele precisa de acompanhamento médico e que, por isso, deveria cumprir a pena em casa. Eles pediram o direito a indulto humanitário que é definido pelo presidente da República.

De acordo com o regulamento de perdões presidenciais, o indulto humanitário é recomendado apenas para aqueles que são doentes terminais e para quem sofre de doenças graves em estágio avançado, de degeneração, em condições incuráveis, que podem ser agravadas pela permanência na prisão.

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Com informações da agência pública de informações do Peru, Andina

Edição: Davi Oliveira

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