Médicos Sem Fronteiras: cinco são presos na Síria

Integrantes da organização foram levados de sua casa no norte da Síria na noite de quinta-feira e permanecem fora de contato desde então, informou a entidade em comunicado nesta sexta-feira

Forces loyal to Syria's President Bashar al-Assad are seen in the Qalamoun mountains north of Damascus, in this handout photograph distributed by Syria's national news agency SANA on December 27, 2013. Syria's army ambushed Islamist fighters in the Qalamo
Forces loyal to Syria's President Bashar al-Assad are seen in the Qalamoun mountains north of Damascus, in this handout photograph distributed by Syria's national news agency SANA on December 27, 2013. Syria's army ambushed Islamist fighters in the Qalamo (Foto: Gisele Federicce)
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BEIRUTE, 3 Jan (Reuters) - Cinco integrantes da equipe da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) foram levados de sua casa no norte da Síria na noite de quinta-feira e permanecem fora de contato desde então, informou a entidade em comunicado nesta sexta-feira.

A MSF não especificou a nacionalidade dos funcionários, as funções que desempenham ou qual grupo os capturou, mas disse estar "em contato com todos os envolvidos relevantes", e que tenta restabelecer o contato com a equipe.

O grupo, conhecido por enviar médicos a zonas de conflito difíceis de alcançar, disse que a equipe foi levada supostamente para ser interrogada.

O governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, ainda controla algumas faixas de terra no norte da Síria, mas rebeldes que lutam para derrubá-lo, incluindo facções islâmicas radicais, tomaram amplas áreas da região.

A MSF não possui a sanção de Damasco para prestar ajuda na Síria, mas atua em áreas controladas por rebeldes. O comunicado diz que médicos trabalham em seis hospitais e quatro centros de saúde no norte da Síria.

Em novembro, a Organização das Nações Unidas informou que 12 funcionários da ONU e 32 funcionários ou voluntários do Crescente Vermelho Árabe Sírio foram mortos desde março de 2011, quando começou a crise, e 21 funcionários da ONU continuam detidos.

(Reportagem de Oliver Holmes)

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