Mianmar: após tomarem o poder, militares trocam 11 ministros e demitem 24 vice-ministros

As trocas foram determinadas pelo comandante das Forças Armadas Min Aung Hlaing, que deve assumir a presidência interina do Mianmar

íder do partido Liga Nacional pela Democracia, Aung San Suu Kyi
íder do partido Liga Nacional pela Democracia, Aung San Suu Kyi (Foto: REUTERS / Ye Aung Thu / Pool)
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Sputnik - Os militares de Mianmar trocaram 11 ministros e demitiram 24 vice-ministros horas após tomarem o poder do país no início desta segunda-feira (1º).

As trocas foram determinadas pelo comandante das Forças Armadas Min Aung Hlaing, que deve assumir a presidência interina do Mianmar. A decisão foi publicada pelo site de notícias Myawady, propriedade dos militares.

De acordo com as ordens, foram nomeados novos chefes para os ministérios das Relações Exteriores, Defesa, Planejamento, Assuntos da União, Finanças, Indústria, Investimento e Comércio Exterior, Segurança de Fronteiras, Saúde, Educação e Transporte.

Já os vice-ministros demitidos trabalhavam nas pastas acima e também nos Ministérios da Informação, Religião e Cultura.

Na manhã desta segunda-feira (1º), os militares do Mianmar detiveram a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi, o presidente Win Myint, e outros líderes do país. A Liga Nacional para a Democracia estava no comando do país após ter saído vitoriosa das eleições de 8 de novembro – a segunda votação no país desde o fim do regime militar em 2011.

Os militares de Mianmar acusaram o governo de conduzir as eleições de forma fraudulenta e já haviam prometido "agir" na semana passada. Após deter líderes da LND, o Exército decretou estado de emergência no Mianmar. Segundo o Myaway, as Forças Armas assumirão o controle do país por um ano e a presidência interina ficará a cargo do comandante das Forças Armadas, Min Aung Hlaing.

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