Milhares protestam em Mianmar e Tóquio contra golpe militar

Golpe militar em Mianmar em 1 de fevereiro retoma governo ditatorial de 1962 a 2011. Protestos no país acontecem pelo novo dia consecutivo. Marcha em Tóquio foi marcada por imagens da líder presa Aung San Suu Kyi

Protesto em Tóquio contra o golpe militar em MIanmar
Protesto em Tóquio contra o golpe militar em MIanmar (Foto: KIM KYUNG-HOON)
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247 com Reuters - Mais de 4 mil manifestantes em sua maioria silenciosos desfilaram pelo centro de Tóquio neste domingo (14)  em protesto contra o golpe em Mianmar (antiga Birmânia), muitos carregando fotos da líder detida Aung San Suu Kyi no que os organizadores disseram ter sido a maior marcha desse tipo no Japão até hoje. Enquanto isso, dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Mianmar também neste domingo, no nono dia consecutivo de protestos.

Os militares tomaram o poder em 1º de fevereiro e prenderam a chefe do governo e principal líder civil do país, Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz em 1991, o presidente Win Myint e outras autoridades da Liga Nacional pela Democracia (LND), que havia vencido as eleições. Espera a libertação dos presos nesta segunda-feira.

A crise no país asiático pôs fim à recente transição democrática após reacender a tensão entre o governo civil e as Forças Armadas —que comandaram o país entre 1962 e 2011– e gerou preocupação pela volta à antiga era de repressão.

Em Tóquio, o protesto aconteceu pelas áreas comerciais do centro de Shibuya e Omotesando e as pessoas carregavam com cartazes dizendo “Ajude-nos a salvar Mianmar” e “Acabar com os crimes contra a humanidade”. 

O golpe tem sido denunciado nos organismos internacionais. O governo Biden anunciou algumas sanções aos generais no poder. Apesar dos protestos, a China, o Japão e outras nações asiáticas não devem cortar laços com o novo regime devido à importância estratégica de Mianmar na região.

Enquanto alguns carregavam retratos de Suu Kyi, outros usavam máscaras e até brincos com a imagem de Suu Kyi. A maioria permaneceu em silêncio em vez de gritar slogans enquanto marchavam em um esforço para evitar a disseminação do coronavírus.

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