Milhares protestam no Irã contra execuções na Arábia

Mais de mil pessoas protestaram, em dois locais de Teerã, no Irã, contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, na Arábia Saudita, onde outras 46 pessoas também foram mortas sob acusação de terrorismo; manifestantes gritavam “morte a Al-Saud", o nome da família governante em Riade, e queimaram bandeiras dos EUA e de Israel; o religioso passou mais de dez anos estudando teologia no Irã e foi impulsionador dos protestos xiitas contra o governo saudita desde 2011; como consequência das execuções, a oposição parlamentar na Alemanha pediu ao governo Angela Merkel para romper a aliança com a Arábia  

Mais de mil pessoas protestaram, em dois locais de Teerã, no Irã, contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, na Arábia Saudita, onde outras 46 pessoas também foram mortas sob acusação de terrorismo; manifestantes gritavam “morte a Al-Saud", o nome da família governante em Riade, e queimaram bandeiras dos EUA e de Israel; o religioso passou mais de dez anos estudando teologia no Irã e foi impulsionador dos protestos xiitas contra o governo saudita desde 2011; como consequência das execuções, a oposição parlamentar na Alemanha pediu ao governo Angela Merkel para romper a aliança com a Arábia
 
Mais de mil pessoas protestaram, em dois locais de Teerã, no Irã, contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, na Arábia Saudita, onde outras 46 pessoas também foram mortas sob acusação de terrorismo; manifestantes gritavam “morte a Al-Saud", o nome da família governante em Riade, e queimaram bandeiras dos EUA e de Israel; o religioso passou mais de dez anos estudando teologia no Irã e foi impulsionador dos protestos xiitas contra o governo saudita desde 2011; como consequência das execuções, a oposição parlamentar na Alemanha pediu ao governo Angela Merkel para romper a aliança com a Arábia   (Foto: Leonardo Lucena)
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247, com Agência Lusa - Mais de mil pessoas protestaram neste domingo (3), em dois locais de Teerã, no Irã, contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, na Arábia Saudita, onde outras 46 pessoas foram executadas, neste sábado (3). Durante o protesto, os manifestantes gritavam "morte a Al-Saud", o nome da família governante em Riade, e queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel.,

A Arábia integra uma coalização liderada pelos Estados Unidos para atacar o Estado Islâmico (EI). Mas vale ressaltar que para o Irã, também opositor ao EI e pró-governo sírio de Bashar al-Assad, a quem fornece apoio militar e financeiro, a subordinação de Assad é um importante fator contra a influência de seu rival no Oriente Médio, a Arábia Saudita.

No protesto deste domingo, no Irã, manifestantes concentraram-se perto da Embaixada da Arábia Saudita, apesar da interdição do governo para evitar novos incidentes, após o ataque ao prédio ocorrido à noite. O edifício que foi parcialmente queimado. As forças antimotim conseguiram impedir os manifestantes de se aproximar da representação diplomática saudita em Teerã.

Segundo a AFP, ocorreram também manifestações em outras cidades iranianas. A morte do líder religioso xiita provocou violentos protestos contra a Embaixada da Arábia Saudita em Teerã e o líder supremo do Irã, o ayatollah Ali Khamenei, já advertiu que a Arábia Saudita vai sofrer uma "vingança divina" pela execução de "um mártir" que foi morto "injustamente".

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar "profundamente consternado" com a execução de 47 pessoas na Arábia Saudita e apelou à calma nas reações à morte do líder religioso xiita, segundo o porta-voz da ONU.

Nimr al-Nimr, que passou mais de uma década estudando teologia no Irã e foi o impulsionador dos protestos xiitas contra o governo saudita desde 2011, foi um dos 47 xiitas e sunitas executados.

Outro lado

O Ministério do Interior da Arábia Saudita afirmou, no sábado, em comunicado, que as 47 pessoas executadas tinham sido condenadas por terem adotado a ideologia radical takfiri, juntando-se a "organizações terroristas".

Estas foram as primeiras execuções de 2016 na Arábia Saudita, país ultraconservador que executou 153 pessoas em 2015, de acordo com uma contagem feita pela agência France Presse (AFP), com base em números oficiais.

Angela Merkel

Como consequência das execuções, a oposição parlamentar alemã pediu, neste domingo (3) ao governo de Angela Merkel para romper a "aliança estratégica", política e comercial com a Arábia Saudita. Segundo a agência de notícias Reuters, o líder do partido Os Verdes, Cem Ozdemir, afirmou que o governo da chanceler deve pôr fim à sua linha de "silêncio intolerável" contra as autoridades sauditas.

 

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