Militares dizem ter assumido governo no Burundi

Um oficial sênior do Exército de Burundi disse nesta quarta-feira que estava destituindo Pierre Nkurunziza como presidente, porque sua tentativa para ocupar um terceiro mandato violou a Constituição, e soldados cercaram o prédio da emissora estatal na capital do país; gabinete presidencial rejeitou a declaração do major-general Godefroid Niyombare, que foi destituído por Nkurunziza como chefe da inteligência em fevereiro, e classificou como "uma piada"  

População comemora em Bujumbura, Burundi. 13/5/2015 REUTERS/Goran Tomasevic
População comemora em Bujumbura, Burundi. 13/5/2015 REUTERS/Goran Tomasevic (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - Um oficial sênior do Exército de Burundi disse nesta quarta-feira que estava destituindo Pierre Nkurunziza como presidente, porque sua tentativa para ocupar um terceiro mandato violou a Constituição, e soldados cercaram o prédio da emissora estatal na capital do país.

O gabinete presidencial rejeitou a declaração do major-general Godefroid Niyombare, que foi destituído por Nkurunziza como chefe da inteligência em fevereiro, e classificou como "uma piada".

Niyombare fez sua declaração para repórteres em um quartel militar na capital, enquanto o presidente estava fora do país para uma cúpula africana sobre a crise.

Niyombare, também ex-embaixador no Quênia, estava junto de diversas outras autoridades graduadas do Exército e polícia, incluindo um ex-ministro da Defesa.

"Sobre a arrogância e desafio do presidente Nkurunziza em relação à comunidade internacional, que o aconselhou a respeitar a Constituição e o acordo de paz de Arusha, o comitê para a criação da concórdia nacional decide: presidente Nkurunziza está destituído, seu governo está destituído também", disse.

Manifestantes dizem que a tentativa de Nkurunziza de assumir outro mandato de cinco anos viola o limite constitucional de dois mandatos e o acordo de paz de Arusha, que terminou em uma guerra civil étnica em 2005, que matou 300 mil pessoas.

Doadores ocidentais, incluindo os Estados Unidos, criticaram a decisão de Nkurunziza de tentar outro mandato.

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