Movimentos da América Latina se mobilizam pelo Nobel da Paz para médicos cubanos

Movimentos populares e associações de diversos países da América Latina estão mobilizados em uma campanha para pedir que o Prêmio Nobel da Paz seja entregue à Brigada de médicos cubanos Henry Reeve por seu trabalho de assistência humanitária em várias regiões do mundo há mais de 50 anos

(Foto: REUTERS / Daniele Mascolo)
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247 - Cresce na América Latina o movimento em favor da atribuição do Prêmio Nobel da Paz aos médicos cubanos, representados pela Brigada Henry Reeve. A iniciativa ganha destaque por conta da presença de médicos cubanos em 27 países para combater a pandemia do novo coronavírus, já conta com apoio de movimentos do Brasil, Argentina, Venezuela, Chile, México, Uruguai, Porto Rico, Peru, Equador, Paraguai, Honduras e Panamá.

Segundo Marília Guimarães, presidente da Rede de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade (Redh-Brasil), uma das associações brasileiras que encabeçam o projeto, os movimentos pretendem dar entrada com pedido formal ainda neste ano de 2020, informa Opera Mundi.

"Nós fomos espalhando essa rede por países como Argentina, Chile, Equador, e outros. A sociedade por toda a América Latina está se engajando, e em todos os lugares conseguimos pessoas que têm esse espírito de solidariedade. A campanha está muito efusiva", disse.

Além das organizações latino-americanas, a iniciativa conta com o apoio de movimentos da Europa como a organização francesa Cuba Linda, o Comitê França-Cuba, o Grupo de Apoio a Cuba na Irlanda, o Comitê Comunista da Catalunha, a Associação Nacional Italiana de Amizade Itália-Cuba, e a Associação Valenciana de Amizade com Cuba José Martí, da Espanha.

Os movimentos latino-americanos fazem uma campanha própria e  contam com o apoio de Leonardo Boff, teólogo e filósofo brasileiro, e Adolfo Pérez Esquivel, escritor, escultor e arquiteto argentino que recebeu recebeu o prêmio em 1980. Ambos serão os responsáveis pela proposta ao comitê do Prêmio.

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