Na ONU, chanceler venezuelano diz que EUA estão na vanguarda do golpe de Estado

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreazza, denunciou na reunião do Conselho de Segurança da ONU, neste sábado (26), que os Estados Unidos estão na vanguarda da tentativa de golpe de Estado contra seu país; ironicamente, agradeceu ao secretário de Estado Mike Pompeo por ter insistido em realizar a reunião porque assim cria mais um cenário em que são derrotados os esforços para aprovar em um organismo internacional uma Declaração de reconhecimento do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó; na quarta-feira (23), os Estados Unidos não conseguiram aprovar uma declaração nesse sentido na OEA; neste sábado o mesmo ocorreu na reunião do Conselho de Segurança da ONU

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247 - O chanceler da Venezuela, Jorge Arreazza, denunciou na reunião do Conselho de Segurança da ONU, neste sábado (26), que os Estados Unidos estão na vanguarda da tentativa de golpe de Estado contra seu país.

Ironicamente, agradeceu ao secretário de Estado Mike Pompeo por ter insistido em realizar a reunião porque assim cria mais um cenário em que são derrotados os esforços para aprovar em um organismo internacional uma Declaração de reconhecimento do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó. Na quarta-feira (23), os Estados Unidos não conseguiram aprovar uma declaração nesse sentido na OEA. Neste sábado o mesmo ocorreu na reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Arreaza disse também que o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, já tinha pensado em pedir uma reunião desse mesmo Conselho para discutir sobre os grosseiros mecanismos de ingerência dos Estados Unidos na Venezuela.

Afirmou que os Estados Unidos estão ditando as ordens à oposição venezuelana e aos governos satélites na América Latina, na Europa e em outras partes do mundo.

O chanceler rechaçou os chamados que autoridades estadunidenses, como o vice-presidente Mike Pence, o secretário de Estado Mike Pompeo e o próprio presidente Donald Trump fizeram às forças armadas e outras instituições venezuelanas a que se levantassem para destituir o governo constitucional.

Arreaza desqualificou a tentativa de reconhecer Juan Guaidó como presidente interino, pois ele não foi empossado por ninguém, por nenhuma instituição venezuelana. Disse que, segundo a Constituição do país, a Carta das Nações Unidas e toda a normativa do Direito Internacional esta autoproclamação é ilegal, pois não consta em nenhum artigo da Constituição venezuelana e da Carta das Nações Unidas.

Arreazza complementou suas denúncias listando todas as intervenções feitas pelos Estados Unidos na América Latina e Caribe durante o século 20.

Pediu que a ONU condene o golpe de Estado e aprove sanções contra os patrocinadores desse golpe, o governo de Donald Trump, criticou com veemência os governos satélites da América Latina, os governos europeus que seguem os passos de Donald Trump e enalteceu os governos dignos que não cederam nem se deixaram dobrar pelas ameaças de Pence, Pompeo e Trump.

Depois de apelar para que nenhum país interfira nos assuntos internos da Venezuela, reiterou a disposição do governo legítimo e constitucional do presidente Nicolás Maduro para dialogar, seja com Donald Trump, seja com a oposição venezuelana.

Fez uma reflexão sobre as manobras geopolíticas do imperialismo estadunidense que, depois de sofrer derrotas no Oriente Médio, quer levar as chamas da guerra à América latina, utilizando para isso a crise venezuelana. Sereno, tranquilizou o mundo: "Não vamos dar a Trump o trofeu de uma guerra na AL, aqui vai prevalecer a paz"

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