Nenhuma árvore será salva no Brasil se acordo com Mercosul for barrado, diz grupo de engenharia alemão

Associação alemã de engenharia VDMA pediu aos parlamentares europeus que ratifiquem rapidamente um acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, apesar das preocupações com a política ambiental do Brasil. Para o especialista em comércio da VDMA, Ulrich Ackermann, quanto mais rápido o acordo for implementado, mais cedo a UE poderá solicitar formalmente uma consulta sobre sustentabilidade com o Brasil com base no tratado

Trecho desmatado da floresta amazônica perto de Porto Velho
Trecho desmatado da floresta amazônica perto de Porto Velho (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)

Reuters - A associação alemã de engenharia VDMA pediu nesta quarta-feira aos parlamentares europeus que ratifiquem rapidamente um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, apesar das preocupações com a política ambiental do Brasil.

O Brasil está sob pressão dos países europeus em relação às suas medidas de proteção ao meio ambiente, em particular devido ao aumento acentuado no número de focos de incêndio na floresta amazônica no mês passado. Os outros membros do Mercosul são Argentina, Paraguai e Uruguai.

“É melhor manter o diálogo com base em um acordo comercial do que deixar (o Brasil) por sua própria contra ou empurrá-lo para uma parceria com a China”, disse o especialista em comércio da VDMA, Ulrich Ackermann.

Quanto mais rápido o acordo for implementado, mais cedo a UE poderá solicitar formalmente uma consulta sobre sustentabilidade com o Brasil com base no tratado, disse Ackermann.

“Rejeitar o Tratado do Mercosul seria simplesmente uma política simbólica. Nenhuma árvore será salva no Brasil se o acordo não for ratificado”, acrescentou Ackermann.

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