Número de mortos na Lombardia é 5 vezes maior do que na 2ª Guerra Mundial

É o que informa o comissário extraordinário para a gestão da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV2) na Itália, Domenico Arcuri. "Entre 11 de junho de 1940 e 1º de maio de 1945, morreram em Milão por conta de bombardeios da Segunda Guerra cerca de dois mil civis. Em dois meses, na Lombardia, morreram 11.851 civis por coronavírus, cinco vezes mais"

Itália é o terceiro país do mundo com o maior número de casos de coronavirus
Itália é o terceiro país do mundo com o maior número de casos de coronavirus (Foto: Reuters)
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(ANSA) - O comissário extraordinário para a gestão da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV2) na Itália, Domenico Arcuri, afirmou que o número de mortos civis por conta da doença é, praticamente, cinco vezes superior ao que foi registrado durante a Segunda Guerra Mundial na região da Lombardia.

"Entre 11 de junho de 1940 e 1º de maio de 1945, morreram em Milão por conta de bombardeios da Segunda Guerra cerca de dois mil civis. Em dois meses, na Lombardia, morreram 11.851 civis por coronavírus, cinco vezes mais. Um número clamoroso", disse aos jornalistas neste sábado (18).

"Além da solidariedade que temos que ter com os lombardos e tendo consciência da gravidade da emergência naquelas terras, precisamos também saber que estamos vivendo uma grande tragédia que ainda não derrotamos", continuou.

O comissário ainda falou sobre os próximos passos que o país precisa dar a partir de agora, com o afrouxamento das medidas restritivas em vigor desde o dia 10 de março, mas ressaltou que é preciso "agir com cautela e prudência nesses meses".

"É preciso entender que é absurdamente errado falar que há um conflito entre saúde e retomada econômica. Sem a saúde e a segurança, a retomada econômica duraria apenas um piscar de olhos. Precisamos continua a ter equilíbrio nesses dois aspectos. Afrouxar progressivamente as medidas de contenção, garantindo a segurança e a saúde do maior número de cidadãos possíveis. Não há espaço para improvisos", destacou ainda.

De acordo com as últimas medidas anunciadas pelo governo italiano, é esperado que o isolamento obrigatório comece a ser afrouxado a partir do fim de abril ou início do maio. Nos rascunhos dos documentos e de acordo com fontes ouvidas pela mídia italiana, a previsão é que sejam reabertas as indústrias da moda, automotivas e também permitidas as obras da construção civil. (ANSA)

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