“O 6 de janeiro de 2021 foi o segundo 11 de setembro”, diz Pepe Escobar

Para o jornalista, os eventos do 6 de Janeiro, quando apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio, simbolizam a derrocada da influência global dos Estados Unidos, em processo que pode significar também a ascensão de uma nova superpotência: a China

(Foto: Invasão/agenciapublica.org)
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 247 - O jornalista Pepe Escobar, em entrevista à TV 247, expôs a gravidade dos ocorridos no dia 6 de janeiro, quando apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio, no que diz respeito à estabilidade da política interna dos Estados Unidos. Para ele, os eventos simbolizam também uma potencial derrocada da influência global do império norte-americano.

“Segundo os melhores analistas chineses”, aponta Pepe, “a queda da Grã-Bretanha demorou décadas, um processo muito lento comparado ao processo da queda da União Soviética, que foi como um cristal se esfacelando no chão. A queda dos Estados Unidos vai ser tão lenta quanto a queda da Grã-Bretanha”, explica.

No entanto, para Pepe, o processo para os Estados Unidos pode ser mais rápido. “Considerando a crise financeira, como a crise dos derivativos e o fim do petrodólar, que pode acontecer já até 2025, caso os chineses determinem que o mercado mundial de energia seja em yuan”.

Além disso, ele considerou os ocorridos em 6 de janeiro como potencial fator determinante nesta queda: “O Império agora está corroído por dentro. O que aconteceu no 6 de janeiro foi um segundo 11 de setembro”.

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