O chavismo perdeu na urna. E aceitou. Que diferença dos 'democratas'

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, afirma que agora "vamos ter a oportunidade de observar como, seja do ponto de vista econômico, seja do institucional, como é a democracia 'alheia'"; ele destaca que tanto o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, quanto a presidente argentina, Cristina Kirchner, aceitaram suas derrotas; "Embora todos tenham sido apontados, durante anos e todos os dias, como autoritários e avessos às regras da democracia.No caso de Maduro, um tirano caricato, mesmo"

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, afirma que agora "vamos ter a oportunidade de observar como, seja do ponto de vista econômico, seja do institucional, como é a democracia 'alheia'"; ele destaca que tanto o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, quanto a presidente argentina, Cristina Kirchner, aceitaram suas derrotas; "Embora todos tenham sido apontados, durante anos e todos os dias, como autoritários e avessos às regras da democracia.No caso de Maduro, um tirano caricato, mesmo"
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, afirma que agora "vamos ter a oportunidade de observar como, seja do ponto de vista econômico, seja do institucional, como é a democracia 'alheia'"; ele destaca que tanto o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, quanto a presidente argentina, Cristina Kirchner, aceitaram suas derrotas; "Embora todos tenham sido apontados, durante anos e todos os dias, como autoritários e avessos às regras da democracia.No caso de Maduro, um tirano caricato, mesmo" (Foto: Gisele Federicce)
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Saiu o resultado das eleições legislativas na Venezuela e, como esperado, a oposição venceu. Maduro reconheceu na mesma hora.

Como Cristina Kirchner aceitou a derrota para Maurício Macri, na Argentina.

Embora todos tenham sido apontados, durante anos e todos os dias, como autoritários e avessos às regras da democracia.No caso de Maduro, um tirano caricato, mesmo.

Agora, num país e no outro, a população – e nós, seus vizinhos – vamos ter a oportunidade de observar como, seja do ponto de vista econômico, seja do institucional, como é a democracia "alheia".

Na economia argentina, todos esperam um desvalorização cambial expressiva, aumento do desemprego e um avanço dos credores.

Na Venezuela, embora as eleições tenham sido para o Legislativo, é bem provável que, nos próximos dias, passe-se a exigir o fim antecipado do mandato presidencial.

O desafio econômico daquele país, em que 75% da economia dependem do petróleo não tem nada que permita ver otimismo com Maduro ou com qualquer governo, com o petróleo pouco acima de US$ 40.

A democracia, ao contrário do que pensam alguns, não é uma formalidade mais ou menos agradável quando se ganha ou se perde.

Ela faz parte do aprendizado e da caminhada dos povos e só deixa de ser um horizonte para quem quer tutelá-lo e dominá-lo.

Embora seja usada como "desculpa" dos que querem sempre deter a caminhada do povo, que se chama História.

PS. Claro que, na Argentina e na Venezuela, a esquerda tem de refletir sobre seus erros, embora também não deva deixar de denunciar os fatos de sabotagem que sempre enfrentaram os regimes progressistas. Mas isso é para depois, hoje é dia de aceitar a manifestação da vontade popular, coisa que muitos aqui não sabem o que é.

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