Obama radicaliza nas sanções contra a Rússia

Presidente dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira sanções contra russos proeminentes, entre eles aliados próximos do presidente Vladimir Putin; Moscou reagiu anunciando suas próprias sanções contra políticos norte-americanos do alto escalão

Presidente dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira sanções contra russos proeminentes, entre eles aliados próximos do presidente Vladimir Putin; Moscou reagiu anunciando suas próprias sanções contra políticos norte-americanos do alto escalão
Presidente dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira sanções contra russos proeminentes, entre eles aliados próximos do presidente Vladimir Putin; Moscou reagiu anunciando suas próprias sanções contra políticos norte-americanos do alto escalão (Foto: Gisele Federicce)
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Por Steve Holland e Maria Tsvetkova

WASHINGTON/MOSCOU, 20 Mar (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira sanções contra russos proeminentes, entre eles aliados próximos do presidente Vladimir Putin, enquanto a Rússia corre para finalizar a anexação da Crimeia e aumentar suas forças na região.

Moscou reagiu anunciando suas próprias sanções contra políticos norte-americanos do alto escalão em retaliação contra proibições de vistos e congelamento de bens impostos a seus cidadãos por Washington, e o ministro das Relações Exteriores russo disse que a ação dos EUA irá "atingi-los como um bumerangue".

Como Obama também prepara o caminho para possíveis sanções a setores vitais da economia russa, Putin pediu aos empresários russos que repatriem seus bens para ajudar a nação a sobreviver às sanções e ao declínio econômico.

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Obama disse que a ação também terá por alvo um banco russo, que segundo um funcionário do alto escalão do governo seria o Banco Rossiya, parcialmente em posse de Yuri Kovalchuk, um banqueiro de São Petersburgo cuja associação com Putin remonta ao início dos anos 1990.

Na Casa Branca, Obama declarou que a ameaça da Rússia às áreas sul e leste da Ucrânia - que, como a Crimeia, têm grandes populações que falam russo - significa um risco sério de escalada da crise na região.

"Estamos impondo sanções a funcionários mais graduados do governo russo", disse. "Além disso, estamos impondo-as a uma série de outros indivíduos com recursos e influência substanciais que proporcionam apoio material à liderança russa, assim como um banco que oferece apoio material a estes indivíduos".

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Washington anunciou uma primeira rodada de sanções contra 11 russos e ucranianos que disse estarem envolvidos com a anexação da Crimeia na segunda-feira. As medidas mais recentes envolvem 20 pessoas, incluindo confidentes de Putin, disse a fonte, acrescentando que o Banco Rossiya - que tem 10 bilhões de dólares em bens - será "afastado do dólar".

Entre aqueles na lista russa estão o ex-candidato presidencial e senador John McCain, o líder da maioria no Senado, Harry Reid, e o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner.

Obama disse ter assinado uma nova ordem executiva, ampliando a autoridade do governo dos EUA para tomar medidas contra setores econômicos. "A Rússia precisa saber que uma escalada maior só irá isolá-la ainda mais da comunidade internacional", afirmou.

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Líderes de União Europeia também se reuniram em Bruxelas para cogitar a imposição de suas próprias sanções adicionais a Moscou.

Na capital russa, a câmara baixa do parlamento aprovou um tratado que absorve a Crimeia à Federação Russa, no momento em que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estava em Moscou para conversas sobre a crise.

Algumas das maiores empresas russas estão registradas no exterior, onde podem se beneficiar de impostos mais baixos, mas também manter uma certa distância do Kremlin e se sentir fora de seu alcance.

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