Obama: Rússia teria de arcar com custo de intervenção na Ucrânia

Obama manteve conversações diretas com o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, no Salão Oval da Casa Branca, em busca de um impulso diplomático que force o presidente russo, Vladimir Putin, a afrouxar seu controle militar na região da Crimeia, no sul da Ucrânia; a jornalistas, presidente dos EUA renovou sua promessa de punir a Rússia com sanções se Putin não recuar e ridicularizou o plano organizado às pressas pelo Parlamento pró-russo da Crimeia de realizar um referendo no domingo sobre se a região deve ser anexada à Rússia

Obama manteve conversações diretas com o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, no Salão Oval da Casa Branca, em busca de um impulso diplomático que force o presidente russo, Vladimir Putin, a afrouxar seu controle militar na região da Crimeia, no sul da Ucrânia; a jornalistas, presidente dos EUA renovou sua promessa de punir a Rússia com sanções se Putin não recuar e ridicularizou o plano organizado às pressas pelo Parlamento pró-russo da Crimeia de realizar um referendo no domingo sobre se a região deve ser anexada à Rússia
Obama manteve conversações diretas com o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, no Salão Oval da Casa Branca, em busca de um impulso diplomático que force o presidente russo, Vladimir Putin, a afrouxar seu controle militar na região da Crimeia, no sul da Ucrânia; a jornalistas, presidente dos EUA renovou sua promessa de punir a Rússia com sanções se Putin não recuar e ridicularizou o plano organizado às pressas pelo Parlamento pró-russo da Crimeia de realizar um referendo no domingo sobre se a região deve ser anexada à Rússia (Foto: Valter Lima)
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Por Steve Holland e Roberta Rampton

WASHINGTON, 12 Mar (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu a Rússia nesta quarta-feira de que o Ocidente seria obrigado a impor um custo a Moscou se não mudar de rumo em sua disputa com a Ucrânia.

Obama manteve conversações diretas com o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, no Salão Oval da Casa Branca, em busca de um impulso diplomático que force o presidente russo, Vladimir Putin, a afrouxar seu controle militar na região da Crimeia, no sul da Ucrânia.

Falando a jornalistas, Obama renovou sua promessa de punir a Rússia com sanções se Putin não recuar e ridicularizou o plano organizado às pressas pelo Parlamento pró-russo da Crimeia de realizar um referendo no domingo sobre se a região deve ser anexada à Rússia.

"A questão agora é saber se a Rússia é capaz de dominar militarmente uma região que faz parte de um outro país, engendrar um referendo apressado e ignorar não só a Constituição ucraniana, mas um governo ucraniano que inclui grupos historicamente em oposição uns com os outros", disse Obama.

Ele afirmou que o processo democrático normal na Ucrânia pode dar à Rússia uma voz maior na Ucrânia ao longo do tempo.

"Há um processo constitucional no local e um conjunto de eleições para avançarem, o que poderia, de fato, resultar em arranjos diferentes ao longo do tempo com a região da Crimeia. Mas isso não é algo que possa ser feito com o cano de uma arma apontado para você", disse Obama.

Yatseniuk declarou que seu governo está ávido e disposto a manter conversações com a Rússia, mas deixou claro que a Ucrânia "é e será parte do mundo ocidental".

"Lutamos pela nossa liberdade, lutamos pela nossa independência, lutamos por nossa soberania, e nós nunca nos renderemos", afirmou.

"Putin, derrube esse muro, o muro de mais intimidação e agressão militar", disse Yatseniuk a jornalistas ao deixar a Casa Branca, referindo-se ao desafio do presidente norte-americano Ronald Reagan à União Soviética em um discurso de 1987 no Muro de Berlim.

Obama assinou uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor proibições de vistos e congelar quaisquer bens nos Estados Unidos de russos ou ucranianos que provocaram a crise depois da destituição do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, que se alinhava com Moscou.

"Vamos continuar a dizer ao governo russo que se prosseguir no caminho que está seguindo, então, não só nós, mas a comunidade internacional, a União Europeia e os outros vão ser obrigados a impor um custo à Rússia pela violação do direito internacional e suas invasões na Ucrânia", declarou Obama.

Como o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, tem programado um encontro com o chanceler russo em Londres, na sexta-feira, Obama disse que ainda há tempo para se empenharem em uma solução que respeite os interesses da Rússia na Ucrânia.

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