ONU lança alerta sobre mudanças climáticas

A Assembléia Geral da ONU continua nesta sexta-feira (29) um evento de alto nível sobre a urgência da ação climática em face das inúmeras perdas relacionadas a desastres naturais no mundo. Na quinta, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou um relatório que mostra os prejuízos consideráveis decorrentes da mudança climática

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Prensa Latina - A Assembléia Geral da ONU continua nesta sexta-feira (29) um evento de alto nível sobre a urgência da ação climática em face das inúmeras perdas relacionadas a desastres naturais no mundo. Na quinta, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou um relatório que mostra os prejuízos consideráveis decorrentes da mudança climática.

Em 2018, a maioria dos perigos naturais que afetaram quase 62 milhões de pessoas foram associados a eventos climáticos extremos. Além disso, esses fenômenos deixaram um saldo de dois milhões de pessoas deslocadas de seus lares.

Cerca de 49 bilhões de dólares em perdas econômicas e aumento da fome devido à seca e destruição de safras foram outros resultados negativos da mudança climática, disse a OMM.

Inundações aparecem como o fenômeno climático que atingiu mais pessoas: 35 milhões, diz um estudo de 281 eventos climáticos registrados pelo Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres e do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres.

Enquanto isso, secas, inundações e tempestades (que incluem furacões e ciclones) são os responsáveis ​​pelo aumento dos deslocamentos causados ​​por desastres.

Da mesma forma, a OMM alertou que a exposição do setor agrícola a tais fenômenos ameaça reverter o progresso alcançado no combate à desnutrição e à fome.

Os números oferecidos pelo organismo meteorológico mostram as conseqüências das mudanças climáticas que já são sentidas, por exemplo, em um aumento recorde de temperatura e nível do mar.

Essa tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar, alertaram especialistas.

Condições climáticas extremas continuaram nos primeiros meses de 2019. Há poucos dias, o ciclone Idai atingiu vários países africanos.

Conforme destacado pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, é necessário agir rapidamente e adotar o mais rapidamente possível medidas concretas.

Na próxima década, as emissões de gases de efeito estufa devem ser reduzidas em 45% para evitar mais desastres, disse ele.

Além disso, Guterres defendeu mais investimentos em fontes de energia renováveis.

Para acelerar a resposta aos efeitos das mudanças climáticas, o secretário-geral da ONU, convocou para 23 de setembro deste ano uma cúpula sobre esta questão e pediu aos líderes internacionais que proponham ações específicas para mitigar o problema.

Ele também enfatizou que a maioria dos membros da ONU reconhece que existe uma ligação entre a mudança climática e a segurança.

Por sua parte, a presidente da Assembléia Geral, Maria Fernanda Espinosa, lembrou que o evento sobre a ação climática e o desenvolvimento sustentável que se realiza na ONU desde ontem é parte dos esforços para solucionar os problemas ambientais.

A reunião conta com a presença de autoridades de 146 países, incluindo cinco chefes de Estado e governo, e mais de 20 ministros.

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