ONU quer discutir Amazônia durante sua Assembleia Geral em setembro

Secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, levantou a possibilidade de organizar à margem da Assembleia Geral da ONU em setembro uma reunião específica sobre a situação na Amazônia, onde os incêndios se multiplicam. "A situação na Amazônia é obviamente muito séria", disse

(Foto: ONU/Prensa Latina)

Da RFI - O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, levantou nesta quinta-feira (29) a possibilidade de organizar à margem da Assembleia Geral da ONU em setembro uma reunião específica ao lado sobre a situação na Amazônia, onde os incêndios se multiplicam.

"A situação na Amazônia é obviamente muito séria", disse Guterres em declarações à imprensa à margem de uma conferência sobre o desenvolvimento da África, organizada em Yokohama (Japão).

Mais de 1.040 incêndios foram detectados na terça-feira no Brasil pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No total, houve cerca de 80.000 incêndios desde o início do ano, metade deles na floresta amazônica, o que representa o número mais alto desde 2013.

"Pedimos veementemente que os recursos sejam alocados e contatamos os países para ver se poderia haver uma reunião dedicada à ajuda à Amazônia durante a Assembleia Geral", que será realizada de 20 a 23 de setembro em Nova York, disse Guterres.

Na terça-feira, o Brasil mostrou-se aberto para a aceitar ajuda externa para combater incêndios na floresta amazônica com a condição de administrar esses fundos, tendo rejeitado o auxílio oferecido pelos países do G7 na segunda-feira.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro assinou um decreto na quarta-feira proibindo queimadas em todo o Brasil por 60 dias, em reação à pressão internacional.

"Eu acho que a comunidade internacional deve se mobilizar fortemente para apoiar os países da Amazônia com o objetivo de acabar com os incêndios o mais rápido possível e com todos os meios possíveis, e então executar uma política completa de reflorestamento", acrescentou o secretário-geral das Nações Unidas.

(Com informações da AFP)

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