ONU tem otimismo cauteloso em relação ao processo político na Síria

O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, expressou na terça-feira (30), um otimismo cauteloso sobre as perspectivas do processo político na Síria

ONU tem otimismo cauteloso em relação ao processo político na Síria
ONU tem otimismo cauteloso em relação ao processo político na Síria (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)

Xinhua - O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, expressou na terça-feira (30), um otimismo cauteloso sobre as perspectivas do processo político na Síria.

"Depois de oito anos de conflito, este processo será longo e difícil. Mas eu acho que é possível avançar passo a passo", disse Pedersen ao Conselho de Segurança.

Ele disse que foram reduzidas muitas diferenças anteriores sobre o comitê constitucional, um elemento chave no processo político sírio.

"Nada está acordado até que tudo esteja acordado, temos um entendimento claro sobre acordos equilibrados de presidência conjunta, uma fórmula para a tomada de decisões, uma aceitação compartilhada do papel de facilitação das Nações Unidas e um compromisso político com a segurança de todos os que estariam envolvidos", disse ele.

Tanto o governo sírio quanto a oposição têm sido construtivos nesses pontos, disse Pedersen. "Acredito que os termos finais do mandato podem ser acordados com um mínimo de boa vontade.

Também se concorda que seis nomes específicos na lista de representantes da sociedade civil no comitê constitucional precisam ser removidos, disse ele.

O trabalho continua a identificar um conjunto de nomes que podem ter o apoio de todos os envolvidos, o que pode aumentar a qualidade e a credibilidade da lista, enquanto se esforça para alcançar o objetivo de pelo menos 30% de mulheres participantes, disse ele.

"Eu despendi muito esforço para construir a adesão para o caminho a seguir. Se todos estiverem dispostos a se comprometerem um pouco, isso pode mudar".

Mas ele advertiu que a situação dos sírios continua terrível.

Tem havido "uma onda muito preocupante" de violência nas últimas semanas na e em torno da zona de desescalada de Idlib, causando baixas civis e mais deslocamentos, disse ele.

A desescalada deve ser cimentada. Idlib não é a única parte da Síria que permanece fortemente militarizada, ou onde os sírios continuam a sofrer, ele advertiu.

A situação no nordeste é mais calma, por enquanto, mas a dinâmica subjacente permanece sem solução. Há também relatos de crescentes tensões e violência no sudoeste, disse ele, acrescentando que a Síria ainda contém muitas ameaças de escalada renovada ou mesmo ameaças à paz e segurança internacionais.

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