OPEP recusa aumentar produção de petróleo para níveis pedidos pelo Ocidente, diz mídia

O preço do petróleo, que estava subindo nos meses anteriores, continuou aumentando após o começo do conflito

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(Foto: Reuters)


Sputnik - A OPEP não planeja aumentar a produção além dos valores previamente acordados, apesar das exortações dos EUA em meio ao aumento recente no preço do petróleo, indica mídia.

A OPEP não pretende aumentar a produção de petróleo para ajudar os países ocidentais a mitigar as consequências do aumento dos preços energéticos causado pelas sanções ocidentais contra a Rússia, informou no sábado (7) o jornal The Telegraph com base em fontes.

O jornal cita a filiação da Rússia à OPEP+, na qual ela "tem uma espécie de voz", e o esfriamento das relações entre Riad e Washington sob a administração de Joe Biden entre as razões da relutância dos exportadores petrolíferos em aumentar a produção significativamente.

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The Telegraph afirma que Biden considera o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman um "pária" após o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, que a inteligência dos EUA atribuiu à liderança saudita. Riad, por sua vez, é contra o desejo de Washington de reconstituir o acordo nuclear com o Irã, "inimigo religioso e regional da Arábia Saudita".

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O grupo OPEP+ decidiu na quinta-feira (5) seguir com o acordo de corte de produção petrolífera e aumentar a produção em junho apenas em 432.000 barris diários. Os EUA também instam aos produtores alternativos a intensificar a produção. No entanto, Mohammad Barkindo, secretário-geral da OPEP, anunciou não ser possível aos outros produtores de petróleo da organização substituírem as exportações russas de mais de sete milhões de barris por dia.

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Além disso, a União Europeia se prepara para proibir os hidrocarbonetos da Rússia como parte da campanha de sanções ocidentais lançada contra Moscou devido à sua operação militar especial na Ucrânia. O preço do petróleo, que estava subindo nos meses anteriores, continuou aumentando após o começo do conflito.

As relações entre os EUA e a Arábia Saudita pioraram após a posse de Joe Biden, que, além de culpar Riad pelo assassinato de Khashoggi e querer um novo acordo nuclear com o Irã, reduziu a venda de armas para a guerra no Iêmen e se focou na criação de uma economia verde, em detrimento do petróleo saudita.

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