Oposição britânica ataca o plano do fim da quarentena proposto por Boris Johnson

A oposição política britânica colocou o primeiro-ministro Boris Johnson contra a parede durante sua visita ao Parlamento nesta segunda-feira para explicar o roteiro do governo com vistas a suspender a quarentena do covid-10

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson (Foto: REUTERS - JOHN SIBLEY)
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247 - O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, não conseguiu responder com objetividade as questões específicas apresentadas pela oposição na Câmara dos Comuns sobre o roteiro do governo para terminar a quarentena. 

O líder do Partido Trabalhista da oposição, Keir Starmer, contestou uma a uma as medidas anunciadas primeiro-ministro em um documento de 50 páginas, para concluir que havia muito poucas respostas para as preocupações da população.

O país precisa agora é de clareza e garantias, e agora estamos com falta de ambos, disse Starmer.

O político trabalhista perguntou a Johnson, por exemplo, se havia medidas de segurança para o retorno ao trabalho a partir desta quarta-feira para aqueles que não podem trabalhar em casa e se houve debate com sindicatos e empregadores.

Ele também o convocou a explicar quais critérios científicos apoiam o roteiro e a decisão de mudar a estratégia contra a covid-19. Até então o governo pedia para a população “ficar em casa, proteger o NHS (Serviço Nacional de Saúde), e salvar vidas”. Agora, a palavra de ordem é estar “alerta, controlar o vírus e proteger vidas”'.

O porta-voz do Partido Nacional Escocês no Parlamento, Ian Blackford, comentou que as últimas 24 horas foram preenchidas com confusão, alertando que a emissão de diferentes mensagens coloca vidas em risco.

O parlamentar escocês mencionou, em particular, a decisão que os governos autônomos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte tomaram para se distanciar do plano de Johnson e adotaram seus próprios regulamentos. 

Por sua vez, Johnson admitiu que a mudança de estratégia traria “complexidades inevitáveis” e apelou ao senso comum das pessoas para evitar um segundo pico da epidemia. Este é o momento de todo o país se unir, obedecer às regras e usar o bom senso, observou o presidente, que não descartou a volta de um confinamento estrito se as medidas não funcionarem.

Com 32.665 mortes e 223.000 casos positivos de covid-19, o Reino Unido é o país europeu mais afetado pela pandemia e o segundo no mundo, depois dos Estados Unidos, informa a Prensa Latina.

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