Os dois principais partidos britânicos sofrem perdas em eleições municipais

O Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, que governa o Reino Unido, e o opositor Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn, perderam centenas de vereadores nas eleições municipais, de acordo com os resultados provisórios, especialmente pela frustração dos eleitores com a paralisação do Brexit

Os dois principais partidos britânicos sofrem perdas em eleições municipais
Os dois principais partidos britânicos sofrem perdas em eleições municipais

AFP - O Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, que governa o Reino Unido, e o opositor Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn, perderam centenas de vereadores nas eleições municipais, de acordo com os resultados provisórios, especialmente pela frustração dos eleitores com a paralisação do Brexit.

Com metade dos votos apurados, os conservadores perdiam 450 vereadores e o controle de quase 20 governos municipais nas eleições realizadas na quinta-feira (2) para renovar quase 9.000 cadeiras em 250 assembleias locais na Inglaterra, principalmente em zonas rurais, e na Irlanda do Norte.

Os trabalhistas, que poderiam ter se beneficiado da fragilidade do partido da primeira-ministra Theresa May, incapaz de retirar o país da União Europeia quase três anos após o referendo sobre o Brexit, também tiveram um resultado ruim: até o momento perdem 80 vereadores.

"A mensagem chave dos eleitores aos conservadores e aos trabalhistas foi: 'que uma praga arrase suas duas casas'", afirmou o especialista em pesquisas John Curtice à BBC.

Os dois partidos, que fizeram campanha com relutância, "perderam mais votos nas zonas em que tinham mais força", destacou, ou seja, o sul para os conservadores e o norte para os trabalhistas.

"O Brexit entrou e tomou o controle da política local", lamentou a trabalhista Graeme Miller.

Os principais beneficiados nas eleições municipais foram os candidatos independentes e os pequenos partidos, como o Liberal-Democrata, que segundo a apuração parcial ganhava 300 vereadores e o controle de oito governos municipais.

A formação de centro e anti-Brexit volta assim a obter resultados positivos depois de ter sido castigada nas urnas nos últimos anos por sua participação, como sócio minoritário, no governo do conservador David Cameron de 2010 a 2015.

"A ascensão do Partido Liberal-Democrata é um trampolim para as eleições europeias de 23 de maio", comemorou seu líder, Vince Cable.

O Reino Unido deveria abandonar a UE em 29 de março. Mas a firme rejeição do Parlamento britânico ao acordo de divórcio negociado por May com os 27 sócios europeus em novembro obrigou a primeira-ministra a pedir dois adiamentos ao bloco, o segundo até 31 de outubro.

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