Papa pede perdão a protestantes por perseguição católica

Ao falar em cerimônia na Basílica de São Paulo, em Roma, com a participação de representantes de outras religiões, o pontífice pediu "perdão pelo comportamento não evangélico de católicos perante os cristãos de outras igrejas"; ele também pediu aos católicos que perdoem aqueles que os perseguiram

Papa Francisco acena na Grande Sinagoga de Roma, Itália. 17 de janeiro de 2016. REUTERS/Alessandro Bianchi
Papa Francisco acena na Grande Sinagoga de Roma, Itália. 17 de janeiro de 2016. REUTERS/Alessandro Bianchi (Foto: Gisele Federicce)
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Por Philip Pullella

ROMA (Reuters) - O papa Francisco pediu perdão aos protestantes e membros de outras igrejas cristãs pela perseguição de católicos no passado, e o Vaticano anunciou nesta segunda-feira que o pontífice vai visitar a Suécia este ano para marcar o 500º aniversário da Reforma.

Ao falar em cerimônia na Basílica de São Paulo, em Roma, com a participação de representantes de outras religiões, Francisco pediu "perdão pelo comportamento não evangélico de católicos perante os cristãos de outras igrejas". Ele também pediu aos católicos que perdoem aqueles que os perseguiram.

O Vaticano anunciou que Francisco irá em 31 de outubro para a cidade sueca de Lund, onde a Federação Luterana Mundial foi fundada em 1947, para participar de uma cerimônia em conjunto com luteranos para lançar as comemorações da Reforma que continuarão em todo o mundo no próximo ano.

O alemão Martinho Lutero é apontado como primeiro líder da Reforma Protestante, em 1517, ao ter escrito 95 teses -que ele teria pregado na porta de uma igreja de Wittenberg- criticando a Igreja Católica pela venda do perdão de pecados em troca de dinheiro.

A isso se seguiu uma violenta divisão, e às vezes política, em toda a Europa e dentro do Cristianismo, o que levou, entre outras coisas, à Guerra dos 30 anos, à destruição de mosteiros ingleses e à queima de vários "hereges" de ambos os lados.

Tradicionalistas católicos acusam Francisco de fazer demasiadas concessões aos luteranos, particularmente em uma "oração comum" que ambas as religiões vão usar durante as comemorações de 2017.

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