Papa volta a pedir abertura de portos a migrantes

O papa Francisco posou para uma foto segurando um broche com a frase "Apriamo i porti" ("Abramos os portos" em italiano), em um apelo para países europeus não fecharem suas portas para migrantes resgatados no Mar Mediterrâneo; a imagem foi feita durante um encontro do líder da Igreja Católica com entidades de acolhimento em Sacrofano, nos arredores de Roma, na última sexta-feira (15). Segundo relato do jornal católico Avvenire, Francisco se aproximou do padre Nandino Capovilla, de Marghera, pegou o broche e posou para a foto

Papa volta a pedir abertura de portos a migrantes
Papa volta a pedir abertura de portos a migrantes

247, com Ansa - O papa Francisco posou para uma foto segurando um broche com a frase "Apriamo i porti" ("Abramos os portos" em italiano), em um apelo para países europeus não fecharem suas portas para migrantes resgatados no Mar Mediterrâneo.

A imagem foi feita durante um encontro do líder da Igreja Católica com entidades de acolhimento em Sacrofano, nos arredores de Roma, na última sexta-feira (15). Segundo relato do jornal católico Avvenire, Francisco se aproximou do padre Nandino Capovilla, de Marghera, pegou o broche e posou para a foto.

"Corajosamente, o papa Francisco não perde a oportunidade de cortar exortações já batidas. Posa para uma foto na qual relança aquele slogan, 'Abramos os portos', que está unindo cidadãos de norte a sul do país", escreveu Capovilla no Facebook.

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, artífice do endurecimento das políticas migratórias da Itália, falou sobre a postura do Pontífice, mas evitou críticas. "Quem sou eu para comentar os gestos do Santo Padre? Ele cuida de almas, eu, de corpos. O catecismo diz que acolher é um dever, nos limites do possível. O Papa faz bem ao falar de almas, e eu tenho o dever de cuidar primeiro dos 5 milhões de italianos pobres", disse.

Salvini também reafirmou que não mudará sua postura em relação a migrantes e refugiados. "Eu abro os portos a quem tem direito de chegar na Itália, digo isso com o máximo respeito", acrescentou.

Além de ter fechado os portos para navios de ONGs que operam no Mediterrâneo, o ministro aprovou um decreto que dificulta a concessão de proteção humanitária na Itália.

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