Partidos progressistas venezuelanos iniciam campanha eleitoral

O presidente venezuelano Nicolás Maduro, que é também líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), empossou o Comando que se encarregará de realizar a campanha eleitoral para o pleito legislativo de 6 de dezembro

(Foto: Correo del Orinoco)
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247 - O Partido Socialista Unido da Venezuela, no governo, começou a campanha eleitoral. Além do PSUV, partidos e movimentos sociais aliados da revolução bolivariana que integram o Grande Polo Patriótico, também se preparam para a eleição que escolherá a nova Assembleia Nacional

Para chamar a atenção do mundo à situação na Venezuela, o vice-presidente do PSUV,  Adán Chávez Frías, enviou em 7 de setembro às forças progressistas um documento sobre a situação política na Venezuela, os desafios da Revolução Bolivariana e a batalha das eleições legislativas. Intitulado “Carta aos Povos do Mundo”, o documento destaca a posição combativa e a unidade do povo, sob a liderança do presidente Nicolás Maduro. 

“É um prazer dirigir-me a vocês, na oportunidade de enviar-lhes uma saudação fraterna e ao mesmo tempo expressar-lhes em nome do povo venezuelano e sua vanguarda, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), algumas considerações em relação à atual situação política em nosso país, a fim de fornecer alguns elementos que permitam uma melhor compreensão da mesma, e como contribuição para a análise de cada uma das organizações políticas, populares, sociais e de trabalhadores de que fazem parte,em torno da realidade nacional”, escreve Adán Chávez. 

“Esta conjuntura é um grande desafio para as venezuelanas e os venezuelanos, que lutam uma batalha sem precedentes para, ao mesmo tempo conter a pandemia, recuperar a nossa economia, afetada pela crise a que nos referimos, e pelo bloqueio criminoso imposto a nós pelos centros de poder imperialistas; enfrentando, ao mesmo tempo, as agressões econômicas, financeiras-comerciais, político-diplomáticas e militares do governo supremacista dos Estados Unidos.

Mesmo em meio a um panorama tão complexo, o Governo Bolivariano liderado pelo camarada Presidente Nicolás Maduro Moros não mediu esforços para preservar a saúde do povo, afinando toda a capacidade do sistema de saúde venezuelano, para garantir de maneira totalmente gratuita o atendimento médico, tratamentos e exames necessários, bem como as condições para a participação do país na fase 3 de desenvolvimento da vacina Sputnik V, alternativa oferecida à humanidade pelos cientistas da Federação Russa, graças a um acordo entre os dois países.

Esta é a 25ª eleição desde que o Comandante Hugo Chávez iniciou o processo de amplas transformações em 1999 que nos permitiu alcançar a libertação de nossa Pátria; um acontecimento em que temos a certeza de que as forças revolucionárias vão reconquistar a Assembleia Nacional, colocando-a novamente ao serviço do povo venezuelano, depois de anos de frustrada aventura golpista por aqueles que, com toda a certeza, já não representam ninguém.

As ameaças do governo supremacista de Donald Trump não tardaram a chegar, com um novo plano sendo anunciado com o objetivo de boicotar o processo eleitoral do próximo mês de dezembro; ao mesmo tempo, renovou sua ameaça de intervir militarmente na Venezuela. 

Este plano foi assumido pela facção neofascista e antipatriota, que, seguindo as ordens do imperialismo norte-americano, anunciou que não participará nas eleições parlamentares, como fez em 2005, um erro que os próprios representantes da oposição posteriormente reconheceram.

É incrível como partidos e dirigentes políticos, que participam frequentemente de processos eleitorais, e por isso obtêm vitórias e derrotas, como é natural em uma democracia, só reconhecem eleições quando os resultados são favoráveis para eles. Essa é a oposição fascista que temos na Venezuela.

Felizmente, a grande maioria das venezuelanas e dos venezuelanos, incluindo aqueles que se opõem democraticamente à Revolução Bolivariana, estamos decididas e decididos a participar nas eleições do próximo mês de dezembro, que são fundamentais para a paz e a estabilidade política no país. Isso, produto de um amplo processo de diálogo e reconciliação nacional promovido pelo camarada Presidente Nicolás Maduro Moros, que reiterou o apelo aos setores da oposição venezuelana para que encontrem meios pacíficos e democráticos de resolver as diferenças políticas; processo pelo qual, amparado pelo poder conferido pelo artigo 236º da Constituição Bolivariana, o chefe de Estado venezuelano concedeu uma medida de perdão presidencial a 110 cidadãos, alguns deles reincidentes no cometimento de vários crimes contra a ordem e a estabilidade da República, incluindo a tentativa frustrada de assassinato contra o próprio Presidente, crimes de conspiração contra a segurança da Nação e a paz pública, apropriação de bens públicos, violência política e crimes de ódio, entre outros. 

Em todo caso, os partidos democráticos da oposição estão participando de um processo eleitoral que conta com todas as garantias do Sistema Eleitoral Venezuelano, um dos mais confiáveis do mundo; sob a direção de um Conselho Nacional Eleitoral renovado (CNE) e com a ampliação da representação proporcional, um fato político de extrema importância. Assim, os grandes vencidos nas próximas eleições serão aqueles que quiseram fazer da Assembleia Nacional um instrumento do plano predatório do governo neofascista de Donald Trump.

Por nossa parte, as forças patrióticas vão a estas eleições unidas, com a mesma força com que enfrentamos os grandes desafios que temos pela frente, com o ensinamento que o Comandante Hugo Chávez nos deixou para estarmos sempre juntos com o povo. União cívico-militar para continuar construindo nosso Socialismo Bolivariano”.

Leia a íntegra da carta do PSUV às forças progfressistas do mundo no Resistência.

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