Perón é protagonista na reta final da campanha argentina

Histórico general Juan Domingo Perón, que por anos comandou a Argentina, continua presente nas eleições do País e é referência para os três principais candidatos que disputam a presidência; mesmo morto há 41 anos, Perón virou protagonista na reta da final da campanha principalmente no 17 de outubro, o dia da Lealdade Peronista; todos os principais candidatos, Daniel Scioli, Sergio Massa e Mauricio Macri, de uma forma ou de outra, utilizaram a imagem e a história de Perón para turbinar suas campanhas e ganhar popularidade neste final de pleito

Histórico general Juan Domingo Perón, que por anos comandou a Argentina, continua presente nas eleições do País e é referência para os três principais candidatos que disputam a presidência; mesmo morto há 41 anos, Perón virou protagonista na reta da final da campanha principalmente no 17 de outubro, o dia da Lealdade Peronista; todos os principais candidatos, Daniel Scioli, Sergio Massa e Mauricio Macri, de uma forma ou de outra, utilizaram a imagem e a história de Perón para turbinar suas campanhas e ganhar popularidade neste final de pleito
Histórico general Juan Domingo Perón, que por anos comandou a Argentina, continua presente nas eleições do País e é referência para os três principais candidatos que disputam a presidência; mesmo morto há 41 anos, Perón virou protagonista na reta da final da campanha principalmente no 17 de outubro, o dia da Lealdade Peronista; todos os principais candidatos, Daniel Scioli, Sergio Massa e Mauricio Macri, de uma forma ou de outra, utilizaram a imagem e a história de Perón para turbinar suas campanhas e ganhar popularidade neste final de pleito (Foto: José Barbacena)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O histórico general Juan Domingo Perón, que por anos comandou a Argentina, continua presente nas eleições do País e é referência para os três principais candidatos que disputam a presidência. Mesmo morto há 41 anos, Perón virou protagonista na reta da final da campanha principalmente no 17 de outubro, o dia da Lealdade Peronista.

Todos os principais candidatos; Daniel Scioli, Sergio Massa e Mauricio Macri, de uma forma ou de outra, utilizaram a imagem e a história de Perón para turbinar suas campanhas e ganhar popularidade neste final de pleito. Scioli, líder nas pesquisas e candidato pela kirchnerista Frente para a Vitória (FpV), discursou no município de La Matanza, o de maior peso eleitoral da província de Buenos Aires, que concentra 37,5% dos eleitores do país. Ao pedir que os trabalhadores se unam, parafraseou Perón em um discurso de exatos 70 anos atrás.

O candidato é representante - a contragosto - do peronismo progressista encarnado pelos seguidores de Néstor e Cristina Kirchner. Esportista, chegou à política por meio do também peronista Carlos Menem, que introduziu o neoliberalismo na já ampla carteira de possibilidades dentro do movimento peronista.

Sergio Massa também fez questão de explorar sua origem peronista. O candidato da Frente UNA (Unidos por uma Nova Alternativa), no entanto, é marcado pela antítese do que se celebra na data: a traição. Terceiro colocado em uma disputa acirrada por um segundo lugar, Massa foi eleito prefeito de Tigre, município da área metropolitana de Buenos Aires, em 2007.

Em 2008, foi Chefe de Gabinete de Cristina Kirchner. Rompeu com a mandatária e, em 2013, foi eleito deputado pela Frente Renovadora, fundada por ele. No último dia 17, na província de Jujuy, Massa homenageou Perón com uma oferenda de flores depositada em um busto do general. O ato foi realizado ao lado de um político da UCR (União Cívica Radical), partido mais antigo da Argentina e opositor histórico do peronismo. Em um abraço com o representante do radicalismo, Massa resgatou outro símbolo da história peronista: repetiu o gesto que uniu o líder do movimento popular e o dirigente radical Ricardo Balbín, em 1972.

Já o segundo colocado, Mauricio Macri, da aliança Cambiemos (Mudemos, em tradução livre), poderia facilmente ser identificado como um "gorila" - representante da direita anti-povo, muitas vezes sinônimo de anti-peronista. Mas, como profetizou o filósofo e um dos grandes estudiosos do peronismo, Juan Pablo Feinmann, "o povo da Capital Federal votou em um filho de empresário (que se não é peronista pode vir a ser a qualquer momento) para que os retire da paisagem urbana e os deposite na periferia".
Prefeito de Buenos Aires desde 2007, ex-presidente do Boca Juniors e nascido em uma família de empresários, Macri flerta com o peronismo em declarações públicas há alguns meses.

(com informações do Opera Mundi)

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Cortes 247

Apoie o 247

WhatsApp Facebook Twitter Email