Plano de Ação do Foro de São Paulo define campanhas pela libertação de Lula

O Foro de São Paulo foi encerrado nesta terça-feira (17) com a aprovação de uma declaração conjunta e um Plano de Ação que prioriza a luta pela libertação de Lula

Plano de Ação do Foro de São Paulo define campanhas pela libertação de Lula
Plano de Ação do Foro de São Paulo define campanhas pela libertação de Lula

247, por José Reinaldo Carvalho, direto de Havana - O 24º Encontro do Foro de São Paulo decidiu nesta terça-feira (17) em Havana, capital de Cuba, um plano de ação que tem como primeiro ponto a convocação de atividades para exigir a libertação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. 

- Entre as ações para exigir o fim da prisão de lula destacam-se o envio de cartas a autoridades do Brasil para que termine a injustiça e a realização de um tuitaço mundial.

Durante o Foro realizado de 15 a 17 de julho em Havana, chefes de Estado, ex-presidentes e ex-primeiros ministros, intelectuais, dirigentes políticos e sociais e personalidades da América Latina e Caribe manifestaram sua solidariedade com os promotores do primeiro encontro do Foro de São Paulo - Lula e Fidel - que consideravam a iniciativa de criar o Foro como um mecanismo voltado para aglutinar as forças progressistas e de esquerda da região, então dispersas pelos acontecimentos regressivos no início dos anos 1990 na União Soviética e países do Leste europeu.

A presidenta legítima do Brasil Dilma Rousseff e a presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, denunciaram no encontro que reuniu mais de 600 delegados de vários continentes a injustiça cometida contra Lula e advertiram sobre o temor da direita de que o ex-presidente triunfe nas eleições de outubro.

O dirigente do Partido Comunista do Brasil José Reinaldo Carvalho denunciou o regime golpista chefiado por Michel Temer e explicou que entre as razões que explicam o golpe está a posição geopolítica do Brasil que promoveu a América Latina ao nível de polo da luta contra o hegemonismo imperialista.

O Plano de Ação adotado pelo Foro de São Paulo propõe que no começo de setembro se inicie uma campanha internacional para frear a persegiuição política e judicial contra líderes populares da América Latina.

Igualmente, o Plano prevê atividades para defender a proclamação da América Latina e Caribe como uma zona de paz, postura fixada em Havana pela Celac em sua segunda cúpula.

O 24º Encontro do Foro de São Paulo aprovou uma Declaração conjunta por consenso e mais de 40 resoluções, relacionadas com temas como o rechaço ao bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e o apoio à Venezuela e Nicarágua, países agredidos pela direita interna e externa com o protagonismo dos Estados Unidos.

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