"Pode constituir um crime de guerra": especialistas da ONU condenam o assassinato de jornalista na Cisjordânia

Especialistas também lembram que mais de 40 jornalistas palestinos foram mortos desde 2000

www.brasil247.com - Palestinos se despedem do jornalista da Al Jazeera Shireen Abu Akleh, morto durante um ataque israelense, em Ramallah, na Cisjordânia, ocupada por Israel
Palestinos se despedem do jornalista da Al Jazeera Shireen Abu Akleh, morto durante um ataque israelense, em Ramallah, na Cisjordânia, ocupada por Israel (Foto: REUTERS/Mohamad Torokman)


Agência RT - "O assassinato de Abu Akleh, que estava claramente cumprindo suas funções de jornalista, pode constituir um crime de guerra", sublinharam os especialistas no comunicado. "As autoridades têm a obrigação de não prejudicar os jornalistas e protegê-los de danos sob o Direito Internacional Humanitário e o Direito Internacional dos Direitos Humanos", acrescentam.

Nesse contexto, especialistas denunciam que os ataques contra jornalistas que trabalham nos territórios palestinos ocupados e a incapacidade das autoridades israelenses de investigar minuciosamente os assassinatos de funcionários da mídia também violam o direito à vida.

"Grave ataque à liberdade de imprensa"

Segundo especialistas, esses crimes representam "outro ataque sério à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão em meio à escalada de violência na Cisjordânia ocupada".

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Eles também lembram que mais de 40 jornalistas palestinos foram mortos desde 2000, enquanto centenas de outros ficaram feridos ou se tornaram alvos de violência. “O papel dos jornalistas, sobretudo num contexto de tensões acrescidas e marcado por abusos em curso, como os territórios palestinianos ocupados, é crucial”, sublinham.

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Nesse sentido, alertam que “a falta de responsabilidade dá carta branca para continuar a ladainha das execuções extrajudiciais”.

"Assassinato Flagrante"

A mulher assassinada, que trabalhava na Al Jazeera desde 1997, morreu com um tiro na cabeça na quarta-feira enquanto cobria uma operação do país judeu em Jenin, na Cisjordânia. De acordo com as autoridades do Catar, o repórter estava vestindo um colete de imprensa quando os fatos ocorreram.

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Segundo o canal, o "assassinato flagrante" foi cometido por forças israelenses, que "violaram leis e regulamentos internacionais". Diante das acusações da Al Jazeera, o Exército israelense assegurou que seus homens foram atacados com tiros pesados  ​​e explosivos enquanto operavam em Jenin, razão pela qual responderam. 

Ataque ao funeral de jornalista

Nesta sexta-feira, as forças de segurança israelenses atacaram  com cassetetes e outros equipamentos anti-motim a multidão que carregava o caixão com o corpo do jornalista na Cidade Velha de Jerusalém Oriental.

O corpo do informante foi levado de Jenin para Jerusalém pelas cidades de Nablus e Ramallah, cujos habitantes prestaram homenagem ao falecido.

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Por sua vez, o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com os confrontos entre as forças de segurança israelenses e palestinos durante o funeral de Abu Akleh. "[O secretário-geral] continua a exigir respeito pelos direitos fundamentais das pessoas , incluindo os direitos à liberdade de opinião, expressão e reunião pacífica", disse o porta-voz adjunto do chefe da ONU, Farhan Haq.

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