Por que Pequim se interessa tanto em aumentar sua presença na Síria?

Vários analistas afirmam que Pequim está tentando conseguir contratos vantajosos, já que está seguro de que, a curto prazo, os combates no território sírio chegarão ao fim; segundo o jornalista russo Igor Garshkov, o interesse da China pela Síria se deve à posição geopolítica do país árabe, que se encontra na encruzilhada das rotas que levam à Ásia Menor, à Europa e à Península Árabe; desde 2013 que Pequim tem estado elaborando o projeto da Nova Rota de Seda, ou seja, a criação de uma rede global de transporte que permitirá transportar cargas e passageiros entre a China e a Europa

Vários analistas afirmam que Pequim está tentando conseguir contratos vantajosos, já que está seguro de que, a curto prazo, os combates no território sírio chegarão ao fim; segundo o jornalista russo Igor Garshkov, o interesse da China pela Síria se deve à posição geopolítica do país árabe, que se encontra na encruzilhada das rotas que levam à Ásia Menor, à Europa e à Península Árabe; desde 2013 que Pequim tem estado elaborando o projeto da Nova Rota de Seda, ou seja, a criação de uma rede global de transporte que permitirá transportar cargas e passageiros entre a China e a Europa
Vários analistas afirmam que Pequim está tentando conseguir contratos vantajosos, já que está seguro de que, a curto prazo, os combates no território sírio chegarão ao fim; segundo o jornalista russo Igor Garshkov, o interesse da China pela Síria se deve à posição geopolítica do país árabe, que se encontra na encruzilhada das rotas que levam à Ásia Menor, à Europa e à Península Árabe; desde 2013 que Pequim tem estado elaborando o projeto da Nova Rota de Seda, ou seja, a criação de uma rede global de transporte que permitirá transportar cargas e passageiros entre a China e a Europa (Foto: Leonardo Lucena)

Agência Sputnik - Vários analistas afirmam que Pequim está tentando conseguir contratos vantajosos, já que está seguro de que, a curto prazo, os combates no território sírio chegarão ao fim.

Caminho para a Europa através da Síria

O jornalista russo Igor Garshkov explicou à Sputnik que o interesse da China pela Síria se deve à posição geopolítica do país árabe, que se encontra na encruzilhada das rotas que levam à Ásia Menor, à Europa e à Península Árabe.

Desde o ano de 2013 que Pequim tem estado elaborando o projeto da Nova Rota de Seda, ou seja, a criação de uma rede global de transporte que permitirá transportar cargas e passageiros entre a China e a Europa.

Um dos corredores desta rede deveria atravessar a Síria, em cuja economia a China tem investido de forma ativa desde o ano de 2011. A guerra que se desencadeou naquele ano afetou consideravelmente as impresas chinesas.

Por sua parte, Pequim não deixou este problema sem resposta e começou a prestar apoio diplomático a Assad, ao mesmo tempo tentando evitar uma confrontação aberta com Washington.

Enquanto isso, a edição Asia Times informou que os empresários chineses, que estão acostumados a atuar com cautela, se espantaram com o bombardeio americano da base aérea de Shayrat.

Não obstante, a situação atual na Síria parece favorecer a China, já que o gigante asiático voltou a falar sobre investimentos.

Particularmente, os empresários chineses e sírios abordaram a questão dos investimentos durante a reunião celebrada em 9 de julho em Pequim.

De acordo com Garshkov, os 2 bilhões de dólares que a China planeja investir na Síria se destinariam ao sistema de abastecimento de água e eletricidade do país árabe.

Para que China necessita do litoral sírio?

Os cofres governamentais sírios estão vazios, mas caso a paz se estabeleça, será realizada uma conferência internacional e aparecerão recursos, declarou à Sputnik o presidente do Centro de Comunicações Estratégicas, Dmitry Abzalov.

Nesta situação, a China tentará realizar aquilo que é visto como uma estratégia duradoura para aumentar sua presença na Síria.

"A China não somente constrói vias ferroviárias e linhas de transmissão elétrica, mas o faz utilizando sua própria tecnologia. Isso significa que a Síria precisará de especialistas chineses para realizar a manutenção desta infraestrutura", sublinhou.

Além de contratos vantajosos, Pequim pode ficar interessado no petróleo e gás sírios localizados nos arredores da cidade de Deir ez-Zor.

 

Ademais, dado que os EUA buscam aumentar sua influência nos países que rodeiam a China, Pequim utilizará a Síria para responder simetricamente às ações de Washington. Do ponto de vista geográfico, a Síria se encontra entre os parceiros-chave de Washington, como sejam a Turquia e a Arábia Saudita.

Segundo Garshkov, ao realizar seus projetos próximo das fronteiras destes Estados, a China pode tentar mostrar a Washington que está saindo do isolamento que Washington buscava.

'Dragão asiático' no Oriente Médio ameaça a Rússia?

Abzalov assinala que a chegada da China à Síria não afetará os interesses geopolíticos da Rússia em um futuro próximo.

 

"É pouco provável que a China obtenha de Assad uma base militar, o mais provável é que sua colaboração [com este país árabe] se realize no âmbito econômico", disse.

Isso significa que Moscou e Pequim dividirão suas funções na Síria: a Rússia se encarregará da esfera militar e a China, por sua vez, da área econômica.

Anteriormente, as autoridades sírias já tinham deixado claro que a Rússia, junto com a China e o Irã, poderá participar da recuperação do país após a guerra.

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