Premiê quer dissolução da Irmandade Muçulmana

Movimento foi dissolvido pelo regime militar do Egito em 1954, mas se registrou como uma organização não-governamental em março e agora protesta contra a deposição do presidente Mohamed Mursi. Segundo Ministério da Saúde, 173 pessoas morreram na sexta-feira em confrontos com forças de segurança

Movimento foi dissolvido pelo regime militar do Egito em 1954, mas se registrou como uma organização não-governamental em março e agora protesta contra a deposição do presidente Mohamed Mursi. Segundo Ministério da Saúde, 173 pessoas morreram na sexta-feira em confrontos com forças de segurança
Movimento foi dissolvido pelo regime militar do Egito em 1954, mas se registrou como uma organização não-governamental em março e agora protesta contra a deposição do presidente Mohamed Mursi. Segundo Ministério da Saúde, 173 pessoas morreram na sexta-feira em confrontos com forças de segurança (Foto: Roberta Namour)
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CAIRO, 17 Ago (Reuters) - O primeiro-ministro egípcio, Hazem el-Beblawi, propôs a dissolução legal da Irmandade Muçulmana e o governo está estudando a ideia, disse um porta-voz do governo.

Segundo o Ministério da Saúde do Egito, 173 pessoas morreram na sexta-feira em confrontos que aconteceram quando forças de segurança reprimiram manifestantes islamitas que protestavam contra a deposição do presidente Mohamed Mursi, membro da Irmandade, no mês passado.

Beblawi fez a proposta ao ministro de Assuntos Sociais --Ministério responsável por licenciar entidades não-governamentais--, disse o porta-voz Sharif Shawky. "Está atualmente sendo estudado", disse.

A Irmandade foi dissolvida pelo regime militar do Egito em 1954, mas se registrou como uma organização não-governamental em março, em resposta a um processo legal movido por opositores do grupo que contestavam sua legalidade.

Fundada em 1928, a Irmandade também tem um braço político legalmente registrado, o Partido Liberdade e Justiça, estabelecido em 2011, depois da revolta que levou à deposição do ex-líder autocrático Hosni Mubarak.

"A reconciliação está aí para aqueles cujas mãos não estão sujas de sangue", disse Shawky.

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