Presidente da Colômbia acusa Venezuela de proteger guerrilheiros e narcotraficantes

Governo colombiano anuncia a criação de um "comando de elite" contra guerrilheiros e narcotraficantes supostamente protegidos pela Venezuela. O grupo será lançado no dia 26 de fevereiro e entrará em operação plena durante o mês de maio

O presidente da Colômbia, Iván Duque
O presidente da Colômbia, Iván Duque (Foto: Telesur)
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247 - O presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou nesta segunda-feira (8), a criação de um comando para combater guerrilheiros dissidentes das extintas FARC-EP, rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e narcotraficantes que, segundo o presidente, “encontraram refúgio em Venezuela". 

“Este comando é um passo muito importante no combate ao narcotráfico porque terá dedicação exclusiva dentro do Exército Nacional (...) vamos lançá-lo no dia 26 de fevereiro e entrar em pleno funcionamento no mês de maio”, afirmou Duque, em entrevista à Rádio Nacional da Colômbia, informa a RT.

A unidade recém-criada se chamará Comando Contra o Tráfico de Drogas e Ameaças Transnacionais, e suas operações serão implantadas em todo o território nacional, porém Duque insistiu que "muitos" dos criminosos estão supostamente "protegidos" na Venezuela. E acrescentou: "Onde quer que estejam os criminosos, a justiça tem de vir."

Além disso, o presidente colombiano anunciou que Bogotá ativará um sistema de pagamento de recompensas para as pessoas na Venezuela, que fornecerem "informações eficazes" para realizar a captura de criminosos.

Na lista dos "principais líderes" identificados pelo governo Duque estão ex-guerrilheiros das FARC que se afastaram do acordo de paz de 2016, entre eles Iván Márquez, Jesús Santrich, Hernán Darío Velásquez, Henry Castellanos, el Mechas, Mayimbu, entre outras.

Aumentando as tensões

A Colômbia denunciou repetidamente, mesmo com evidências falsas, que a Venezuela abriga rebeldes colombianos, uma questão que o governo de Nicolás Maduro contesta. Ao contrário, o governo venezuelano indicou recentemente que Bogotá estava por trás da suposta contratação de um oficial de segurança que planejava plantar explosivos contra o Parlamento venezuelano, mas foi detido pelas autoridades.

Segundo o chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, o oficial detido havia sido contratado em Bogotá pela Agência Central de Inteligência (CIA) e planejava atos de sabotagem com o apoio do Executivo colombiano. 

Da mesma forma, o presidente Nicolás Maduro revelou em dezembro que "fontes da inteligência colombiana"  informaram que o governo colombiano preparava um ataque para assassiná-lo.

Anteriormente, em agosto de 2018, as forças de segurança venezuelanas frustraram uma tentativa de assassinato durante um ato presidencial em Caracas, que segundo Maduro teve o apoio de Bogotá. Meses depois, em 3 de maio de 2020, a Colômbia também foi acusada de participar da tentativa fracassada de ataque na costa da Venezuela.

Os dois países romperam as relações bilaterais em fevereiro de 2019, depois que Duque apoiou a autoproclamação do oponente venezuelano, Juan Guaidó, como suposto "presidente interino".

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