Presidente do Irã defende seu chanceler atacado pelos EUA

O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou nesta quinta-feira (1º/8) que a decisão "infantil" dos Estados Unidos de sancionar o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Yavad Zarif, se deve ao medo da Casa Branca da lógica e das palavras do chanceler

(Foto: FARS NEWS)

EFE - O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou nesta quinta-feira (1º/8) que a decisão "infantil" dos Estados Unidos de sancionar o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Yavad Zarif, se deve ao medo da Casa Branca da lógica e das palavras do chanceler. 

"É óbvio e claro que na Casa Branca eles têm medo da lógica e das palavras de um diplomata como Zarif", disse Rohani, durante discurso na cidade de Tabriz, no norte do país.  

Ele também disse que se os EUA desejarem conversar com o Irã, seu interlocutor deve ser o ministro das Relações Exteriores, a quem descreveu como "acadêmico poderoso".  

O presidente iraniano considerou contraditório que os Estados Unidos declarassem estar prontos para dialogar com o Irã e que se autodenominem defensores da democracia e liberdade de expressão e, depois, sancionem Zarif e tenham medo das entrevistas que o ministro concedeu recentemente a vários veículos de imprensa americanos.  "Isso mostra que nossos inimigos estão desesperados e não têm tempo para pensar com sensatez", disse ele.  

Quanto às sanções econômicas impostas em 2018 por Washington contra o Irã, Rohani afirmou que são "duras" para seu país, mas também "prejudiciais" para os EUA e a Europa.  "Não tenho dúvidas de que os inimigos se arrependerão de nos impor sanções", disse ele, embora notando que, apesar disso, o Irã continuou com seus projetos e alcançou conquistas.  

Entre eles, ele apontou a demolição de um drone americano em junho passado, derrubado por um sistema de defesa fabricado no Irã.  As tensões entre Teerã e Washington aumentaram desde que, em maio de 2018, o presidente americano, Donald Trump, retirou seu país do acordo nuclear de 2015 e, como resultado, voltou a impor sobre o Irã todas as sanções que tinham sido retiradas.  

Zarif, chanceler iraniano desde 2013, liderou seu país nas negociações do pacto nuclear, assinado ao lado de seis grandes potências com o objetivo de limitar o programa atômico iraniano em troca do levantamento das sanções.  

Na quarta-feira (31), o governo dos EUA decidiu sancioná-lo por assumir a implementação da "agenda imprudente" da "teocracia islâmica" no mundo e por ser "cúmplice" em suas "atividades malignas"

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