Primeira-dama do Chile lamenta ter que cortar privilégios

Conforme áudio que circula nas redes sociais, a primeira dama do Chile, Cecilia Morel, também comparou os protestos com uma "invasão alienígena". "Amiga, acredito que o mais importante para nós é manter a cabeça fria, não seguirmos nos esquentando, porque o que vem é muito, muito grave", afirma. Ouça o áudio

(Foto: Reuters)

247 - A primeira dama do Chile, Cecilia Morel, comentou sobre a situação do país com uma amiga e disse prever um cenário "muito grave" pela frente. Conforme áudio que circula nas redes sociais, ela comparou os protestos com uma "invasão alienígena" e, em tom de lamento, fala sobre a necessidade de diminuir seus próprios privilégios. O governo confirmou a veracidade da gravação nesta terça-feira (22).

"Amiga, acredito que o mais importante para nós é manter a cabeça fria, não seguirmos nos esquentando, porque o que vem é muito, muito grave. […] Estamos  absolutamente acima do limite, é como uma invasão estrangeira, alienígena, não sei como dizer, e não temos ferramentas para combatê-la. Por favor, mantenhamos a calma […] Vamos ter que diminuir nossos privilégios e compartilhar com os demais", diz Morel no aúdio.

O Chile enfrenta uma avalanche de manifestações por causa do reajuste de 30 pesos  (equivalente a R$ 0,17) nas tarifas do metrô de Santiago. Mais de 1.400 pessoas foram detidas e 15 morreram. Após o governo decretar Estado de Emergência por 15 dias, o exército foi às ruas pela primeira vez desde a ditadura de Augusto Pinochet.

 O jornal La Tercera confirmou a veracidade do áudio ainda na segunda-feira. Nesta terça (22), o Palácio de la Moneda veio a público “contextualizar” a mensagem. "Efetivamente esse áudio é real. É uma conversa da primeira-dama com um grupo de amigas em que ela manifesta o que creio que todos os chilenos sentimos, que é a angústia, a frustração, o desespero pelo que estamos vendo e vivendo", disse a porta-voz do governo, Cecilia Pérez. "Quando ela diz que tem que deixar certos privilégios, é justamente escutar a voz dos chilenos", acrescentou. 

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