Primeiro-ministro do Japão quer reduzir tensão entre Irã e EUA

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe deve desembarcar nesta quarta-feira (12) em Teerã para uma visita de pouco mais de 24 horas, com o objetivo de reduzir a tensão entre o Irã e os Estados Unidos; Abe é o primeiro chefe de governo do Japão a visitar o Irã desde a revolução de 1979

Primeiro-ministro do Japão quer reduzir tensão entre Irã e EUA

AFP - O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe deve desembarcar nesta quarta-feira (12) em Teerã para uma visita de pouco mais de 24 horas, com o objetivo de reduzir a tensão entre o Irã e os Estados Unidos.

Abe é o primeiro chefe de governo do Japão a visitar o Irã desde a revolução de 1979.

O Japão é um aliado chave dos Estados Unidos, rival do Irã. Ao mesmo tempo, Tóquio mantém uma boa relação com Teerã.

"Em um contexto de inquietação com as crescentes tensões no Oriente Médio que chamam a atenção da comunidade internacional, o Japão espera fazer o melhor possível para a paz e a estabilidade na região", disse Abe à imprensa antes da viagem.

Abe se reúne ainda nesta quarta-feira com o presidente iraniano Hassan Rohani e na quinta-feira com o Guia Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. O chefe de Governo japonês pediu uma "troca franca de pontos de vista" com os dois líderes.

A visita coincide com o aumento da tensão entre Irã e Estados Unidos.

O presidente americano Donald Trump retirou unilateralmente seu país em maio de 2018 do acordo sobre o programa nuclear iraniano de 2015, o que provocou novas sanções econômicas ao Irã.

Washington também reforçou a presença militar no Golfo e pressionou países aliados, como o Japão, a interromper a compra de petróleo iraniano.

O porta-voz do governo japonês informou que Abe conversou com Trump por telefone na terça-feira e uma das questões abordadas foi a situação no Irã.

Fontes nipônicas explicaram, no entanto, que Abe não vai desembarcar em Teerã com uma lista de demandas ou uma mensagem de Washington.

O porta-voz do governo iraniano, Ali Rabii, declarou que a visita de Abe acontece no "âmbito da relação tradicional e antiga entre os dois países".

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