Procurador fala de suposto plano colombiano de invadir a Venezuela

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, alertou nesta segunda-feira (12) para um plano de invasão da Venezuela pela vizinha Colômbia, com auxílio dos Estados Unidos; "Da Colômbia, assim denuncio (...), estão planejando nada mais, nada menos (...) que um bombardeio militar, uma invasão militar, ocupação a sangue e fogo de um país pacífico como a Venezuela", afirmou em discurso transmitido pela televisão estatal VTV

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz discurso semanal em Caracas 17/109/2017 Divulgação Palácio de Miraflores via REUTERS
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz discurso semanal em Caracas 17/109/2017 Divulgação Palácio de Miraflores via REUTERS (Foto: Charles Nisz)

247 - O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, alertou nesta segunda-feira (12) para um plano de invasão da Venezuela pela vizinha Colômbia, com auxílio dos Estados Unidos. "Da Colômbia, assim denuncio (...), estão planejando nada mais, nada menos (...) que um bombardeio militar, uma invasão militar, ocupação a sangue e fogo de um país pacífico como a Venezuela", afirmou em discurso transmitido pela televisão estatal VTV.

No domingo, a Colômbia informou sobre um plano resgate financeiro de US$ 60 bilhões de organismos multilaterais para a Venezuela caso Nicolás Maduro deixe o poder. "O que acontece quando Maduro cair? Não devemos improvisar. Deve haver um plano porque a Venezuela vai precisar de resgate financeiro", disse o ministro colombiano das Finanças, Mauricio Cardenas.

Na semana passada, durante viagem pela América Latina, o secretário de Estado norte-americano, Rex  Tillerson, apontou a possibilidade de aplicar sanções às exportações de petróleo da Venezuela, fonte de 96% de sua renda. A administração Trump tomou medidas financeiras contra o país, proibindo cidadãos e empresas americanas a negociar a dívida emitida pelo governo e sua estatal petroleira Pdvsa.

Saab recordou a advertência de agosto de 2017 feita por Trump sobre uma "possível opção militar" frente à grave crise política e socioeconômica venezuelana caso fosse "necessário". As tensões se agravaram com o adiantamento das eleições presidenciais para 22 de abril, após o fracasso das negociações na República Dominicana entre governo e oposição para acertar as condições das eleições.

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