Protestos na Colômbia deixam 24 mortos

A Ouvidoria da Colômbia também verificou a situação de 1.409 pessoas levadas às Unidades de Reação Imediata, delegacias de polícia e centros de transferência para proteção durante as manifestações

Manifestação na Colômbia
Manifestação na Colômbia (Foto: Luisa Gonzalez/Reuters)
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Bogotá, (Prensa Latina) - A Ouvidoria da Colômbia confirmou a morte de 24 pessoas no contexto dos protestos, de 28 de abril até hoje, dados que contradizem os relatórios de outras instituições.

De acordo com o relatório, no final da quarta-feira (5) a população relatou 89 pessoas presumivelmente desaparecidas.

Acrescentou que a Ouvidoria, em coordenação com a Procuradoria Geral, verificou o comparecimento de 38 pessoas.

Também verificou a situação de 1.409 pessoas levadas às Unidades de Reação Imediata, delegacias de polícia e centros de transferência para proteção durante as manifestações.

A entidade relatou 38 membros das forças de segurança feridos e 21 Comandos de Atenção Imediata 'vandalizados, a maioria deles em Bogotá'.

Assegurou que mediou a abertura de uma rota humanitária de Tocancipá, Cundinamarca, até Floridablanca, Santander, para permitir a passagem de oxigênio para o atendimento de 220 pacientes no Hospital Internacional da Colômbia, que necessitavam desse fornecimento.

A Ouvidoria explicou que durante este período acompanhou 493 manifestações em todo o país e ajudou 151 cidadãos com defensores públicos no exercício de seus direitos.

Também desenvolveu um total de 143 mediações e 83 mesas de diálogo, trabalho realizado por 400 membros de sua equipe.

Também apontou que um total de 82 corredores humanitários foram criados nas zonas de bloqueio em 18 departamentos para a passagem segura de comunidades, pessoal médico, veículos para combustível, alimentos, oxigênio, gás e atendimento a pessoas feridas.

Por outro lado, desde ontem, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz contou 31 mortes desde o início da greve nacional, a maioria delas com menos de 24 anos de idade.

Também registrou 1.220 feridos, 18 com lesões nos olhos, 87 desaparecidos e 200 agressões por parte da polícia.

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