Quem articula internacionalmente a guerra midiática contra Cuba?

O caso cubano é, sem dúvida, um exemplo que ficará nos anais da manipulação da informação. Nele podemos encontrar quase todas as técnicas, das mais grosseiras às mais sofisticadas. Embora a desinformação não seja nova, os métodos, estratégias e tecnologias usados evoluíram muito com o tempo, escreve Antonio Mata Salas, cônsul de Cuba em São Paulo

(Foto: Granma)
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247 - O cônsul de Cuba em São Paulo denuncia a guerra midiática desencadeada por centros estadunidenses contra seu país, assinalando que "o alvo é a Revolução e seus defensores". De acordo com o duplomata, "a estratégia do golpe suave estabelece como uma de suas regras fundamentais destruir os pilares básicos que sustentam o Estado. 

Mata Salas relembra que em janeiro de 1969, Fidel Castro dirigiu a Operação Verdade em nível internacional "para desbaratar a campanha de calúnias contra a nascente Revolução Cubana em relação aos julgamentos e justiçamentos de notórios torturadores e assassinos da ditadura de Batista". Já naquela época, Fidel considerava necessário "contrariar as campanhas confusionistas dos inimigos dos movimentos progressistas latino-americanos". 

Naquele contexto, informa Mata Salas, foram criadas a Prensa Latina e a Rádio Havana Cuba. "Agora, como nunca antes, está ocorrendo uma ofensiva midiática que busca distorcer sua verdade e a grandeza de sua resistência. Para desacreditar a Revolução, mentem, fazem oposição ao humanismo de seus projetos, tentam invisibilizar suas conquistas, apontar suas fraquezas, silenciar e esconder suas façanhas. Na ausência de argumentos, manipulam, violam, punem", assinala o cônsul cubano. 

Uma informação que o cônsul cubano brinda: "Para se opor a essas ações, Fernando Buen Abad, especialista em filosofia de imagem, comunicação e crítica cultural, coordena o projeto promovido impulsionado por um grupo de acadêmicos, cientistas e ativistas de diversas frentes sociais. Participam da iniciativa - segundo Buen Abad - pesquisadores como a primeira vice-presidente da União dos Jornalistas de Cuba, Rosa Miriam Elizalde, o acadêmico equatoriano René Ramírez Gallegos, o chileno Pedro Santander, o brasileiro Leonardo Magalhães e o argentino Lucas Villasenín, entre outros companheiros. 

Buen Abad especifica que não há fonte de informação que não deva passar por um olhar crítico: “É preciso promover uma corrente de pensamento crítico descolonizador impulsionado pelos povos e pôr na agenda de todas as lutas a ameaça que constituem as falácias informativas ou 'fake news'.  A América Latina está muito lenta, inclusive na produção de leis, códigos e regulamentos que permitam socialmente pôr freios, vacinas, escudos para os povos".

“Desmentir as informações falsas, tendo a verdade como horizonte” é o propósito que sustenta a Red Verdad, enquanto nos acostumamos a viver em uma espécie de paisagem de falácias com um amplo e complexo espectro de problemas sociais, humanísticos e psicológicos. O conteúdo da Red Verdad pode ser acessado no Twitter @laredverdad, Instagram @ laredverdad, Youtube @redverdad e Facebook @redverdad".

"As redes sociais são um campo de batalha nestes tempos de globalização e Internet, cujo uso generalizado levou a um crescimento exponencial do volume e dos fluxos de informação. De acordo com o Digital News Report 2019, o número de pessoas que usam as redes sociais para o consumo de notícias cresceu entre 2018 e 2019; mais da metade da população mundial (54%) usa Facebook, WhatsApp, YouTube e Instagram para se manter informada", afirma Mata Salas.

Leia a íntegra em Resistência 

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