Recessão leva argentinos a abandonar educação particular

O aumento das taxas gerou uma queda no número de matrículas de escolas particulares. Apesar de não possuírem dados oficiais, que não seriam divulgados pelas câmaras patronais, os professores privados informaram que desde 2016 o número de alunos nas escolas privadas diminuiu

Recessão leva argentinos a abandonar educação particular
Recessão leva argentinos a abandonar educação particular (Foto: REUTERS/Marcos Brindicci)
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Por Manuel Filho, com Página 12 – Em relação a março de 2018, o Indec informou que a inflação na educação foi de 36,5 por cento, enquanto de dezembro de 2018 a março deste ano o aumento foi de 20,6 por cento. Gerardo Alzamora, assessor de imprensa da Sadop, à Página 11 disse que, embora se pretenda apontar para os salários dos professores como causa do aumento das mensalidades, muitas das escolas privadas têm subsídios estatais para apoiar o corpo docente.
 
O aumento das taxas gerou uma queda no número de matrículas de escolas particulares. Apesar de não possuírem dados oficiais, que não seriam divulgados pelas câmaras patronais, os professores privados informaram que desde 2016 o número de alunos nas escolas privadas diminuiu. "Basicamente, tem a ver com a impossibilidade de se pagar a taxa devido a crise", explicou ele. "Os pais que não conseguem pagar são convidados a se retirar ou a mudarem seus filhos de escola".
 
Outro problema detectado é que as escolas começaram a atrasar o pagamento dos salários. Segundo Alzamora, como "produto da crise" cada vez mais professores recebem seu salário após o quinto dia útil do mês, enquanto outros recebem parcelado.
 
O aumento na educação também ocorre no material escolar. Os produtos ligados à cesta escolar, como é o caso das ferramentas e uniformes, sofreram aumentos de preços. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Cidade de Buenos Aires, um caderno escolar, por exemplo, custava 72,5 pesos em março de 2018 e um ano depois custa 120.

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