Bolsonaro teme que governo da África do Sul não aprove Marcelo Crivella como embaixador no país

A prisão de Marcelo Crivella, com acusações de envolvimento em um esquema milionário de corrupção, gerou uma repercussão negativa na sua nomeação para um cargo de embaixador do Brasil na África do Sul. O governo Bolsonaro teme que os sul-africanos não aprovem o nome do prefeito do Rio. O bispo teve a prisão domiciliar revogada, mas está com passaporte retido

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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247 - O governo Jair Bolsonaro passou a temer que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), não ocupe o cargo de embaixador do Brasil na África do Sul por causa da repercussão negativa da nomeação. A informação foi publicada nesta terça-feira (15) pela coluna de Jamil Chade. Crivella foi preso em 22 de dezembro do ano passado, acusado de chefiar o “QG da Propina” instalado na prefeitura carioca. De acordo com a investigação, ao menos R$ 53 milhões foram arrecadados pelo esquema.

O chefe do executivo, que é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, foi transferido do presídio de Benfica para a prisão domiciliar no mesmo dia após decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins. Em fevereiro de 2021, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes determinou a revogação da prisão domiciliar, mas proibiu que o prefeito deixasse o país. Em consequência, houve a retenção do passaporte.

O Brasil submeteu aos sul-africanos o nome do novo embaixador no começo de junho. Crivella precisa passar por uma sabatina no Senado. Mas não tem sentido manter a nomeação sem o sinal positivo dos sul-africanos.

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O temor do governo Bolsonaro é o de que a África do Sul passe meses sem dar uma resposta. O veto explícito a um embaixador estrangeiro causaria um abalo nas relações bilaterais. O caminho de menor atrito seria o de "não decidir".

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