Romney, Obama e o “imbróglio” americano

A verdade é que enquanto houver um milionário disposto a colocar dinheiro nestas candidaturas, elas vão sobreviver

Desde o início das primárias republicanas, o eleitorado tem procurado desesperadamente uma alternativa a Romney. Houve um rápido romance com Michele Bachman – acho que não precisamos de nenhuma outra prova de desespero. Depois veio Rick Perry, o Governador do Texas, que destruiu sua candidatura com os 43 segundos de silêncio em que tentou lembrar qual seria a agência que extinguiria para diminuir o déficit. A seguir, Herman Cain, que também deixou registrado para a posteridade em 40 segundos sua ignorância sobre política externa ao (não) responder uma pergunta sobre a Líbia.

Aí os eleitores se encantaram com Gingrich, que saiu vitorioso na Carolina do Sul, mas não conseguiu sobreviver aos ataques de Romney na Flórida e, de lá para cá, não conseguiu mais nenhuma vitória. Gingrich coloca agora suas esperanças nas primárias no sul do país a começar da terra que adotou como sua, a Geórgia. Ron Paul continua no páreo apesar de que ninguém acredita que ele pode ser o escolhido. A verdade é que enquanto houver um milionário disposto a colocar dinheiro nestas candidaturas, elas vão sobreviver. Cada um dos candidatos republicanos tem o “seu” milionário, Romney tem vários, a começar dele mesmo.

No momento, os republicanos se encantam com Rick Santorum. Rick Santorum pode não ganhar a nominação e, se ganhar, perde para Obama, mas vai entrar para a história como o candidato que mudou pelo menos temporariamente o eixo da campanha: em vez de discutir a criação de empregos, crescimento econômico, déficit, a discussão passou a ser sobre preferências sexuais, aborto, pílulas anticoncepcionais, religião.

A verdade é que provavelmente estamos melhor assim…

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