Rui Costa Pimenta: a extrema-direita avança no mundo e a esquerda moderada não consegue conter

O presidente do PCO, em análise semanal na TV 247, falou da vitória de Boris Johnson na Inglaterra após a mudança estratégica do representante trabalhista, Jeremy Corbyn, que se colocava contra o Brexit e passou a apoiá-lo. “Esse negócio de sacrificar a política por conveniências eleitorais é uma política errada e que termina mal´. Ela conduz diretamente à derrota”, avaliou. Assista

Rui Costa Pimenta, Boris Johnson e Jeremy Corbyn
Rui Costa Pimenta, Boris Johnson e Jeremy Corbyn (Foto: Brasil247 | Reuters)
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247 - O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, em análise semanal na TV 247, falou sobre o avanço da extrema-direita no mundo e no Brasil e explicou como a mudança em relação ao Brexit pelo principal candidato da ala trabalhista nas eleições gerais da Inglaterra, Jeremy Corbyn, provocou a vitória do conservador Boris Johnson. Rui também falou da declaração do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, acerca da destruição causada pela Lava Jato na economia brasileira.

O líder partidário avaliou que a mudança de posicionamento de Corbyn, que era a favor de seguir o referendo popular realizado anteriormente que vetava o Brexit, em nome de buscar alianças com outras alas de seu partido e do parlamento o levou à derrota. “Esse negócio de sacrificar a política por conveniências eleitorais é uma política errada e que termina mal, mas no atual período ela conduz diretamente à derrota”.

Para ele, a derrota do trabalhista na Inglaterra e a vitória de Boris Johnson é mais uma demonstração do avanço da extrema-direita no mundo. “É mais um prego no caixão do regime representativo de um modo geral. A extrema-direita avança em todos os países, em todas as oportunidades, e a política sábia da direita tradicional e da esquerda moderada não consegue conter essa extrema-direita”.

“Nós temos que saber aplicar essa lição no Brasil. A política moderada no Brasil vai conter a extrema-direita? Isso não está acontecendo nos outros países, vai acontecer aqui por quê?”, completou.

Toffoli e a Lava Jato

No início da semana, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, disse em entrevista ao Estado de S.Paulo que a Operação Lava Jato “destruiu empresas”. O procurador Deltan Dallagnol chegou a chamar Toffoli de irresponsável pelas declarações que fez. 

Para Rui, a fala de Toffoli é verdadeira, mas o fato é ainda mais grave do que o que foi dito. Ele disse também que o episódio já mostra um conflito da burguesia entre a ala apoiadora da Lava Jato e a que é contra. “É uma declaração política do STF. Ela corresponde parcialmente à verdade, porque a verdade é ainda pior do que aquilo que o Toffoli falou. A declaração do Toffoli mostra que é um pensamento que um setor da burguesia tem também sobre a Lava Jato", disse. 

"Nessa mesma semana saíram declarações do dono da Odebrecht [Marcelo Odebrecht] falando que ele não favoreceu o PT e nem nada. Há uma rearticulação de setores contra a Lava Jato que se organiza em torno do STF. O Congresso também procurou impor uma derrota ao Moro na questão do pacote anticrime, isso mostra que o enfrentamento entre as duas alas golpistas, ou seja, a Lava Jato de um lado e outros setores da burguesia de outro, continua se dando, o que é uma coisa positiva para aqueles que lutam contra o golpe”, completou.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

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