Rússia: bombardeio dos EUA já estava planejado

"É claro para qualquer especialista que a decisão de atacar foi tomada em Washington antes dos eventos em Idlib, que foram simplesmente usados como um pretexto", diz porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sobre o bombardeio com 59 mísseis lançados de navios militares americanos no mar Mediterrâneo contra a base de Shairat, a 25 quilômetros de Homs

"É claro para qualquer especialista que a decisão de atacar foi tomada em Washington antes dos eventos em Idlib, que foram simplesmente usados como um pretexto", diz porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sobre o bombardeio com 59 mísseis lançados de navios militares americanos no mar Mediterrâneo contra a base de Shairat, a 25 quilômetros de Homs
"É claro para qualquer especialista que a decisão de atacar foi tomada em Washington antes dos eventos em Idlib, que foram simplesmente usados como um pretexto", diz porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sobre o bombardeio com 59 mísseis lançados de navios militares americanos no mar Mediterrâneo contra a base de Shairat, a 25 quilômetros de Homs (Foto: Aquiles Lins)

Do Opera Mundi - O governo russo disse nesta sexta-feira (07/04) ser "óbvio" que a decisão sobre o bombardeio norte-americano contra uma base aérea síria, realizado nesta madrugada, foi tomada antes do suposto ataque químico da última terça-feira, 4, e que este foi apenas um pretexto para uma demonstração de força dos Estados Unidos.

"É óbvio que o ataque com mísseis dos EUA estava preparado com bastante antecedência", disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia. "É claro para qualquer especialista que a decisão de atacar foi tomada em Washington antes dos eventos em Idlib, que foram simplesmente usados como um pretexto para uma demonstração de força."

Washington realizou na madrugada desta sexta-feira a primeira ação militar direta contra Damasco, com um bombardeio com 59 mísseis lançados de navios militares no mar Mediterrâneo contra a base de Shairat, a 25 quilômetros de Homs.

O governo norte-americano acredita que desta base saíram os aviões sírios que bombardearam a cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib, na terça-feira (04/04), no que EUA, França e Reino Unido dizem ter sido um ataque químico deliberado de Assad contra civis, que deixou mais de 70 mortos e 200 feridos.

No entanto, tanto o governo sírio como a Rússia, seu principal aliado, negam essa versão e sustentam que o ataque tinha como alvo um depósito dos terroristas do Estado Islâmico e da Frente Al Nusra que abrigava armas químicas – que depois atingiram os civis.

Em resposta ao bombardeio desta madrugada, a Rússia suspendeu a coordenação militar que tinha com os Estados Unidos na Síria para evitar que as forças dos dois países que atuam na região se atingissem.

"A parte russa suspende a vigência do memorando que existe para evitar incidentes e garantir a segurança de voos durante as operações (militares) na Síria, assinado com os EUA", afirmou a porta-voz.

"Estamos diante de uma clara agressão contra a Síria. As ações tomadas hoje pelos EUA destroem ainda mais as relações russo-americanas", disse Zakharova.

Os russos acusam Washington de tentar usar "uma demonstração de força, o confronto militar com um país que luta contra o terrorismo internacional, sem se preocupar em esclarecer" as circunstâncias do suposto ataque químico contra população civil síria.

"Sem dúvida, a ação militar dos EUA também é uma tentativa de desviar a atenção da situação em Mossul (Iraque), onde como resultado das ações, entre outras, da coalizão liderada pelos Estados Unidos, morreram centenas de civis inocentes e aumenta a catástrofe humanitária", acrescentou.

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