Rússia dará resposta à altura se EUA criarem base militar na Ucrânia

A Rússia dará uma resposta à altura se os EUA criarem uma base militar na Ucrânia, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Grigory Karasin

Rússia dará resposta à altura se EUA criarem base militar na Ucrânia
Rússia dará resposta à altura se EUA criarem base militar na Ucrânia

247, com Sputnik - A Rússia dará uma resposta à altura se os EUA criarem uma base militar na Ucrânia, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Grigory Karasin.

No final de novembro o jornal russo Izvestia informou, baseado em declarações de altos funcionários da Ucrânia, que as autoridades desse país estão tentando convencer Washington a criar uma base militar em seu território.

"Ouvimos falar sobre isso. Parece que o regime de Kiev já não sabe como provar sua lealdade aos EUA", disse o diplomata russo.

Segundo Karasin, a possível criação de uma base militar dos EUA na Ucrânia "levará inevitavelmente a um maior agravamento da situação na área da segurança e afetará de forma muito negativa as perspectivas de solução do conflito em Donbass".

O vice-chanceler russo afirmou que, desde 2014, instrutores estadunidenses estão presentes em diversos polígonos ucranianos, onde realizam treinamentos dos militares ucranianos. Além disso, navios da Marinha dos EUA entram frequentemente nos portos ucranianos no mar Negro e participam de exercícios conjuntos com as Forças Armadas ucranianas. No verão de 2017 os militares norte-americanos começaram a criar o Centro de Controlo Operacional da Marinha da Ucrânia.

"Em uma palavra, vemos uma já excessiva presença militar dos EUA na Ucrânia", o que contraria acordos bilaterais, acrescentou ele.

"A Rússia, por sua vez, será forçada a reagir de forma adequada", sublinhou.

Em 2018 os EUA, a Lituânia, o Reino Unido e o Canadá forneceram armas letais e outros equipamentos militares à Ucrânia no valor de mais de 40 bilhões de dólares (R$ 157 bilhões).

A Rússia criticou repetidamente a decisão de fornecer armas à Ucrânia, dizendo que esse passo poderia levar ao agravamento do conflito em Donbass.

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