Rússia diz que não aceita imposição de governo paralelo na Venezuela

O governo russo, de Vladimir Putin, expressou seu repúdio à intenção dos Estados Unidos de criar um governo paralelo na Venezuela. A forte reação de Moscou vem depois que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, contatou o líder do Parlamento venezuelano, o opositor Juan Guaidó, na quinta-feira para "trabalhar juntos em uma ampla gama de questões que afetam a Venezuela". Guaidó se declarou presidente – e foi reconhecido pelo governo de Jair Bolsonaro, que, segundo a Agência Reuters, atua contra os interesses econômicos do Brasil na área internacional

Rússia diz que não aceita imposição de governo paralelo na Venezuela
Rússia diz que não aceita imposição de governo paralelo na Venezuela

247 – O governo russo, de Vladimir Putin, expressou seu repúdio à intenção dos Estados Unidos de criar um governo paralelo na Venezuela. A forte reação de Moscou vem depois que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, contatou o líder do Parlamento venezuelano, o opositor Juan Guaidó, na quinta-feira para "trabalhar juntos em uma ampla gama de questões que afetam a Venezuela". Guaidó se declarou presidente – e foi reconhecido pelo chanceler Ernesto Araújo, que, segundo a Agência Reuters, atua contra os interesses econômicos do Brasil (saiba mais aqui).

Abaixo, reportagem da Agência Sputinik:

Sputinik – O governo russo expressou seu repúdio à intenção dos Estados Unidos de criar um governo paralelo na Venezuela.

"A descarada política de Washington, que visa a formação inconstitucional de estruturas alternativas de governo na Venezuela, é um ataque aberto à soberania daquele país", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

A forte reação de Moscou vem depois que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, contatou o líder do Parlamento venezuelano, o opositor Juan Guaidó, na quinta-feira para "trabalhar juntos em uma ampla gama de questões que afetam a Venezuela".

Pompeo, diretor da CIA até março de 2018, teve uma conversa telefônica com Guaidó após o juramento do presidente venezuelano Nicolás Maduro para seu segundo mandato.
Moscou também renovou seu compromisso com a cidadania e as autoridades democráticas do país latino-americano.

"Pela nossa parte, reiteramos nossa firme decisão de cooperar com o povo e o governo legítimo da Venezuela", disse a agência.

O organismo lembrou que "o presidente Maduro foi reeleito nas eleições de 20 de maio de 2018, votação que teve lugar em meio a fortes pressões estrangeiras que buscavam impedir a participação das diversas forças políticas do país, incluindo a oposição"., a fim de questionar a legitimidade da vontade do cidadão ".

"No entanto, as últimas eleições mostraram a inconsistência desses planos", acrescentou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Maduro venceu as eleições com mais de 67% dos votos, seguido da oposição Henri Falcón com 21%.

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