Rússia envia nota de protesto aos EUA por violação de direitos diplomáticos

A nota do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, país presidio por Vladimir Putin, denuncia "as contínuas e graves violações por parte dos EUA das normas do direito internacional em relação às representações diplomáticas e missões consulares da Rússia em território americano"

Rússia envia nota de protesto aos EUA por violação de direitos diplomáticos
Rússia envia nota de protesto aos EUA por violação de direitos diplomáticos

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enviou nesta sexta-feira uma nota de "firme" protesto contra os Estados Unidos por violar os direitos de suas missões diplomáticas em território americano.

A nota denuncia "as contínuas e graves violações por parte dos EUA das normas do direito internacional em relação às representações diplomáticas e missões consulares da Rússia em território americano".

Essas medidas, "sem precedentes", que afetaram missões russas em Nova York, San Francisco e Seattle, estiveram acompanhadas de incursões não autorizadas em tais edifícios, a "arbitrária" retirada da bandeira e a violação da inviolabilidade de seus arquivos.

A Chancelaria destacou que as consequências de tal situação "não condizem com o marco das relações russo-americanas e afetam os interesses de toda a comunidade internacional".

Por isso, acrescentou o ministério no comunicado, a Rússia se dirigiu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para informá-lo sobre o problema.

O governo russo também denunciou que nas delegações das quais foram expulsos os funcionários russos e suas famílias ainda permanecem suas propriedades pessoais.

Por isso, Moscou está pedindo às autoridades americanas que garantam aos afetados o livre acesso aos edifícios para que possam recuperar os objetos de sua propriedade.

O ministério russo lembrou na nota que, embora tenha adotado medidas de resposta aos EUA, estas não foram "simétricas", já que Moscou não tem a intenção de atentar contra a imunidade das missões diplomáticas norte-americanas.

Contudo, a chancelaria russa advertiu que "se reserva o direito de adotar contramedidas adicionais se os EUA continuarem com suas violações".

Os EUA ordenaram em março o fechamento de várias delegações russas, entre elas o consulado geral em Seattle (Washington), em solidariedade com o Reino Unido pelo caso do envenenamento do espião duplo Sergei Skripal e sua filha em território britânico.

Em represália, Moscou fechou o consulado geral americano em São Petersburgo.

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