Rússia suspende decreto que impede conflito com forças americanas no Oriente Médio

Após o ataque norte-americano contra a base aérea de Shayrat, Moscou suspendeu o memorando firmado com Washington sobre a segurança dos voos da aviação no decorrer da operação na Síria, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo; acordo era uma peça fundamental para impedir escalada dos conflitos no Oriente Médio

Após o ataque norte-americano contra a base aérea de Shayrat, Moscou suspendeu o memorando firmado com Washington sobre a segurança dos voos da aviação no decorrer da operação na Síria, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo; acordo era uma peça fundamental para impedir escalada dos conflitos no Oriente Médio
Após o ataque norte-americano contra a base aérea de Shayrat, Moscou suspendeu o memorando firmado com Washington sobre a segurança dos voos da aviação no decorrer da operação na Síria, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo; acordo era uma peça fundamental para impedir escalada dos conflitos no Oriente Médio (Foto: Giuliana Miranda)

Da Sputnik Brasil

Após o ataque norte-americano contra a base aérea de Shayrat, Moscou suspendeu o memorando firmado com Washington sobre a segurança dos voos da aviação no decorrer da operação na Síria, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.

Ao mesmo tempo, o Ministério russo classificou a decisão dos EUA de atacar a base aérea na Síria como uma abordagem leviana, que acentua os problemas existentes: escolheram fazer uma demonstração de força, contrapor-se ao país que combate o terrorismo.

"Não é a primeira vez que os EUA demonstram uma tal abordagem leviana, que apenas acentua os problemas já existentes e ameaça a segurança internacional. A própria presença de militares norte-americanos e de outros países em território sírio sem o consentimento do governo do país ou decisão do Conselho de Segurança da ONU é uma grave, clara e infundada violação do direito internacional", disse a diplomacia russa.

O ministério russo destacou que, se anteriormente "isso era explicado como combate ao terrorismo, atualmente é um claro ato de agressão contra a Síria soberana".
"Obviamente, a decisão de lançar mísseis [contra a Síria] foi tomada antes do incidente em Idlib, usado como pretexto para a demonstração de força", frisou o ministério.

"As ações dos EUA destroem ainda mais as relações russo-americanas", concluiu o ministério.

A coalizão nacional das forças da oposição da Síria comunicou na terça (04) a existência de 80 vítimas do ataque com utilização de armas químicas em uma cidade perto de Idlib. Segundo a informação, 200 pessoas ficaram feridas. Os representantes da oposição acusam as forças governamentais da Síria da autoria do ataque. O comando do exército sírio negou as acusações, responsabilizando os jihadistas e os seus patrocinadores.

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