Rússia teme que EUA financiem protestos durante sua campanha presidencial

Estados Unidos deverão aumentar sua interferência nos processos políticos na Rússia às vésperas das eleições presidenciais de março do ano que vem e podem financiar ações de protesto contra o Kremlin, advertiu  o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov; "Não descartamos que parte dos recursos de Washington (destinados a influir na política russa) seja dedicada ao apoio de ações de protesto", disse

Vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, na sede da Organização das Nações Unidas em Genebra 15/08/2013 REUTERS/Fabrice Coffrini
Vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, na sede da Organização das Nações Unidas em Genebra 15/08/2013 REUTERS/Fabrice Coffrini (Foto: Paulo Emílio)

Sputnik - Os Estados Unidos deverão aumentar sua interferência nos processos políticos na Rússia às vésperas das eleições presidenciais de março do ano que vem e podem financiar ações de protesto contra o Kremlin, advertiu nesta segunda-feira (25) o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov. A informação é da EFE.

"Não descartamos que parte dos recursos de Washington (destinados a influir na política russa) seja dedicada ao apoio de ações de protesto", disse Ryabkov, citado por veículos de imprensa locais, em uma mesa redonda realizada no Senado russo. O vice-ministro lembrou que os EUA "estão há décadas interferindo nos assuntos de outros Estados" e na Rússia já apoiaram as manifestações em massa que se seguiram as eleições parlamentares e presidenciais em 2011 e 2012.

"Em geral é possível prever que as tentativas de influir na situação, de prejudicar a estabilidade desde dentro, não diminuirão conforme as eleições presidenciais se aproximam. [Ao contrário] irão aumentar. Devemos estar preparados para enfrentar esta situação", ressaltou Ryabkov.

Moscou, advertiu o diplomata, "acompanhará de perto os eventos e proporá medidas para resistir a estas tentativas e conter a destrutiva linha de interferência nos assuntos internos, que continua sendo um dos pilares principais da política dos EUA para a Rússia".

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