Saída dos EUA do Tratado de Controle de Armas Nucleares foi 'erro gigantesco', afirma ex-secretário de Estado

O ex-secretário de Estado norte-americano George Shultz avalia como um "erro gigantesco" a saída dos Estados Unidos do tratado de controle de mísseis nucleares de médio alcance com a antiga União Soviética

Saída dos EUA do Tratado INF representou uma ameaça à estabilidade global
Saída dos EUA do Tratado INF representou uma ameaça à estabilidade global (Foto: Sputnik)
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Sputnik - A retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), firmado entre Washington e Moscou em 1987, foi um "erro gigantesco", opina o ex-secretário de Estado George Shultz, em uma entrevista para o New York Times. Shultz dirigiu o Departamento de Estado sob a presidência do republicano Ronald Reagan.

"Não somente perdemos o acordo, mas também perdemos todas as disposições de verificação em que trabalhamos tão duro, comentou Shultz, que ocupou o posto entre 1982 e 1989.

"A impressão é que estamos em um estado de perturbação em que é difícil fazer as coisas acontecerem", observou, lamentando a alergia da administração Trump quanto a acordos internacionais.

"Eles [administração Trump] parecem céticos em relação a estes acordos, em relação a qualquer acordo. Os acordos geralmente não são perfeitos. Você não consegue tudo o que quer. Você se compromete um pouco, mas eles são muito melhores do que nada", comentou Shultz sobre o abandono do tratado pelo seu país.

Washington se retirou definitivamente do Tratado INF em agosto de 2019. Apenas três semanas após a saída, os EUA realizaram um teste com mísseis cujo desenvolvimento estava proibido pelo documento, demonstrando ter criado esse armamento ainda durante a vigência do tratado.

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