Senado argentino aprova projeto de Fernández contra crise econômica

Senado argentino aprovou nesta madrugada por 41 votos a 23 a Lei de Solidaridade Social e Reativação Produtiva proposta pelo governo Fernandéz-Kirchner que tem como objetivo tirar o país da crise causada pelo neoliberalismo de Macri

Cristina Kirchner
Cristina Kirchner (Foto: Pagina12)
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247 - O Senado da Argentina aprovou na madrugada deste sábado (21) o projeto econômico enviado pelo governo de Alberto Fernández para tentar tirar o país da crise em que afundou durante o governo neoliberal de Mauricio Macri. O projeto aprovado tem o nome de Lei de Solidaridade Social e Reativação Produtiva. 

Depois de uma sessão de 12 horas, as medidas emergenciais, consideradas essenciais pelo novo governo para recolocar a economia da Argentina nos trilhos, foram aprovadas por 41 senadores. Outros 23 votaram contra o projeto e um se absteve.

A votação também marcou a "estreia" da ex-presidente Cristina Kirchner, atual vice-presidente do país, na presidência do Senado. Os trabalhos começaram logo depois da Câmara dos Deputados aprovar o projeto na madrugada de ontem, após 15 horas de debates.

A Lei de Solidariedade e Reativação Produtiva aprovada hoje declara emergência em matéria econômica, financeira, fiscal e administrativa na Argentina, dando ao governo poderes especiais até 31 de dezembro de 2020.

O pacote prevê, entre outras coisas, o congelamento no reajuste dos preços dos serviços públicos, mudanças no cálculo do aumento das aposentadorias, impostos mais altos para os ricos e alguns tipos de operação no mercado financeiro, enquanto os pobres passam a ter benefícios públicos. Haverá incentivos fiscais à produção, entre outros pontos.

A "Juntos pela Mudança", aliança neoliberal liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri e principal força de oposição na Argentina, foi contra o projeto. Para a direita argentina, o pacote dá um "cheque em branco ao governo". Mas a retórica das elites argentinas deixou de ter eco no país. 

O projeto agora vai para a sanção de Fernández e entrará em vigor assim que for publicado no Diário Oficial

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