Senado quer EUA caudatário de Israel

Quem decide se os EUA devem participar do ataque ao Irã não será o governo Obama, mas o governo Netanyahu

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É o rabo agitando o cachorro.

Para o Senado americano, seu país deve seguir Israel se Bibi atacar o Irã.

O Comiê de Relações Exteriores acaba de aprovar a resolução 65 que pede endurecimento das sanções contra o Irã e colaboração em qualquer ação militar de Israel contra o país dos aiatolás.

Pela resolução, patrocinada pelos senadores Lindsey Grahan (republicano) e Robert Menendez (democrata), os EUA devem oferecer todas as formas de apoio, inclusive militar, aos israelenses.

Em outras palavras: quem decide se os EUA devem participar do ataque ao Irã não será o governo Obama, mas o governo Netanyahu.

É uma curiosa situação em que os EUA virariam satélites de Israel.

Em outros tempos, os defensores desta ideia, apoiada por 80 dos 100 senadores, seriam tratados como traidores...

Como não poderia deixar de ser, o dedo da AIPAC (lobby pró-Israel) está, não diria por trás, mas na frente da proposta.

Agradecendo aos fieis senadores, a AIPAC declarou: "A Comissão de Relações Exteriores do Senado enviou uma mensagem muito clara e imensamente importante de solidariedade à Israel contra a ameaça nuclear iraniana – que representa um perigo para os americanos e israelenses e a segurança internacional."

Convém explicar que essa resolução não obriga o governo americano a obedecê-la, nem equivale a uma permissão para declaração de guerra. Representa apenas o parecer do Senado.

Vale a pena citar outros pareceres.

"Estarão eles (os iranianos) desenvolvendo uma bomba nuclear? Não." (Secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, janeiro de 2012)

"Ambos (Israel e EUA) sabem que Khamenei não deu ordens para construir uma bomba nuclear". (Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, agosto de 2012)

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